CREA-RS ministra palestra de abertura no GEORS 2017

Eng. Melvis palestra em evento técnico Créditos: Arquivo CREA-RS

Organizado pelo núcleo gaúcho da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), o Seminário de Engenharia Geotécnica do RS, que ocorreu nos dias 27 e 28 de abril, na UCS de Caxias do Sul, contou com a participação do presidente do CREA-RS, Eng. Civ. Melvis Barrios Junior, convidado para a palestra de abertura do evento. Cerca de 600 estudantes e profissionais da área participaram do debate, que também contou com a presença do inspetor-chefe de Caxias do Sul, Eng. Civ. Mário Cesar Michielon Rech, e do inspetor-secretário, Eng. Agr. Mauro Cirne.

Durante a cerimônia de abertura, o presidente da ABMS, Eng. Civ. Antônio Thomé, relembrou a história do evento que é realizado bienalmente, focando no público jovem. “Este é um momento de encontro da comunidade geotécnica do Estado. Importante para que todos saibam das atividades que estão sendo realizadas no campo da Geotécnica, tanto do ponto de vista da pesquisa, quanto de projetos e execução de obras”, explicou Thomé.

A coordenadora do GeoRS 2017, Eng. Jaqueline Bonatto, afirmou que o encontro tem como objetivo, promover debates e disseminar o interesse pela área geotécnica. “Além do amplo debate, nesta edição contaremos com uma novidade: os melhores trabalhos técnicos serão premiados”, destacou.

Ao iniciar a palestra de abertura, o presidente Melvis saudou os participantes do evento e lembrou da importância da geotécnica para a área da construção, trazendo o caso da ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, que precisará de inúmeros profissionais da área. “Dificilmente um profissional especializado em geotécnica não conseguirá se manter no mercado de trabalho, pois praticamente todas as áreas de construção necessitam de seus conhecimentos”, afirmou.

Melvis também falou sobre a Resolução nº 1073/2016 e sua importância para os profissionais. “A partir dela houve uma melhora na regulamentação e atribuição de títulos, atividades, competências e campos de atuação profissionais aos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea. Ela permite que os cursos de mestrado, doutorado e extensão passem a agregar atribuição aos profissionais, o que antes não ocorria”.

De uma forma mais ampla, ele afirmou que o Brasil precisa investir na criação de tecnologia própria. “Isso só será possível quando a maior parte dos Engenheiros brasileiros for incentivada a trabalhar em áreas de pesquisa. Hoje, somente 5% dos Engenheiros trabalham neste setor no Brasil, contra uma média de 25% nos EUA e no Japão”, explicou. “Apesar desses dados, nosso País é um mercado gigante e promissor para a Engenharia, temos muito a fazer em todas as áreas, principalmente na infraestrutura e no setor industrial. A Engenharia ainda é um fator determinante para o desenvolvimento econômico de qualquer país, pois é ela a responsável pela criação de outras tecnologias, assim como sua retroalimentação”, finalizou.