Em Conferência Municipal, mulheres discutem o direito à saúde integral

No sábado, 20 de maio, cerca de 200 mulheres participaram da 1ª Conferência Municipal de Saúde da Mulher, no auditório da Faculdades EST, em São Leopoldo. Promovida pela Prefeitura, através da Secretária Municipal de Saúde e Conselho Municipal de Saúde, a conferência debateu com especialistas, autoridades, representantes da sociedade civil e comunidade os desafios para a saúde da mulher com integralidade e equidade. O tema central da 1ª Conferência Municipal de Saúde da Mulher foi dividido em cinco eixos de discussão: a situação das mulheres e os determinantes econômicos, sociais e ambientais que levam ao seu adoecimento; políticas públicas para as mulheres e a participação social; a vulnerabilidade e equidade na vida e na saúde das mulheres; o mundo do trabalho e suas consequencias na vida e saúde e o papel do estado no desenvolvimento socieconômico e ambiental e seus reflexos na vida e na saúde das mulheres.

Na abertura do encontro, o prefeito Ary Vanazzi, destacou que discussões como essas devem ser levadas para toda a comunidade. ”Precisamos nos voltar para os bairros e descentralizar o debate. Precisamos discutir sobre a vida que queremos construir para a sociedade’. Nosso debate é importante, nossa construção tem que ser coletiva e permanente’, destacou o prefeito. Para a vice-prefeita, Paulete Souto, a conferência foi um momento de reflexão: ”falar da saúde da mulher é falar de vários setores; das condições de trabalho, do mundo e da nossa realidade. Precisamos avançar, lutar e resistir em conjunto na busca de soluções”, disse. A secretária adjunta da Saúde, Quélen da Silva, ressaltou que a luta por um sistema integral para a saúde da mulher é parte de um contexto geral, não exclusivo. ”Saúde é democracia”, afirmou. Ao longo do dia as participantes da Conferência, divididas em grupos, debateram os temas propostos pelos eixos.

Após a abertura da 1ª Conferência Municipal de Saúde da Mulher, a palestrante convidada, a farmacêutica e membro do Conselho Estadual da Saúde, Jussara Cony, falou sobre os desafios para a intregralidade com equidade e lembrou que seria impossível tratar do tema sem se reportar ao início do Sistema Único de Saúde (SUS) e todas as reformas que o Brasil já enfrentou. ”O SUS foi construído pelo povo brasileiro, não dá para negar a história para não sermos engolidos pela situação atual”, disse Jussara. Segundo ela, hoje o Estado Nacional é o quê, na contramão, pensa um projeto contra o povo, mas que o direito à saúde é o mínimo que um governo tem que dar à sociedade, e ressaltou: ”o corpo tem que ser cuidado para o espírito evoluir”. Quanto às mulheres e seus direitos, Jussara Cony, afirmou que é preciso dar atenção ao seu momento de emancipação. ”Se não nos emanciparmos, a sociedade não se emancipa, não queremos uma saúde apenas materno-infantil, somos um corpo inteiro, precisamos desta integralidade da saúde e de políticas públicas que nos garanta isso”, afirmou. Na sequencia, a ex-presidente do Conselho Estadual da Saúde, Célia Chaves, falou sobre a situação da mulher no mercado de trabalho.

A realização da 1ª Conferência Municipal de Saúde da Mulher teve apoio das secretarias municipais de Políticas para Mulheres (Sepom), de Desenvolvimento (Sedes), da Educação (Smed) , dos Direitos Humanos (SMDH), do Orçamento Participativo (Semop) e do Conselho Municipal da Mulher (Comdim).

Também participaram do encontro os secretário municipais da Saúde, Fábio Bernardo da Silva; de Políticas para Mulheres, Joseli Troian; do Desenvolvimento, Rodrigo Castilhos e do Orçamento Participativo, Janaína Fernandes; o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Luiz Fernando de Oliveira Martins; a presidente do Conselho Municipal da Mulher, Antoninha Della Mea Lima; o reitor da Faculdades EST, Wilhelm Wacholz; e os professores André Sidney Musskopf e Márcia Blasi, do Programa de Gênero e Religião da Faculdades EST.