Otimismo no setor produtivo marca o Dia da Indústria

Medidas econômicas e ações para o setor produtivo resultaram em mais otimismo e crescimento

Com medidas econômicas e ações para aumentar a produtividade, indústria nacional celebra data com números positivos

Comemorado nesta quinta-feira (25), o Dia da Indústria chega com mais otimismo para o setor produtivo. A implementação de medidas do governo e as reformas para recuperar a economia brasileira são alguns dos fatores que fazem com que a data seja celebrada de maneira mais positiva.

Com maior incentivo e em meio a um cenário de queda da inflação e da taxa básica de juros, as expectativas para o futuro são promissoras e o ambiente de negócios se renova a cada dia. Análises do mercado financeiro indicam que a recessão deve acabar ainda neste ano, com um avanço de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

No entanto, não foi possível impulsionar a indústria nacional apenas com medidas macroeconômicas. Por esse motivo, o governo federal anunciou, ao longo deste último ano, uma série de ações para aumentar a produtividade e dar maior eficiência aos negócios.

Nesse contexto, surgiu o programa Brasil Mais Produtivo, que disponibilizou recursos na ordem de R$ 53,6 milhões para o desenvolvimento de projetos inovadores em empresas industriais e startups de tecnologia.

Por meio do novo Edital de Inovação para a indústria, 1.782 empresas foram atendidas pelo programa, sendo que foi identificado um aumento de 52,4% na produtividade delas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Senai.

Micro e pequenas empresas

Com cenário econômico na linha de crescimento, empresários, economistas e famílias ficaram mais confiantes. A taxa básica de juros, a Selic, caiu, e as operações financeiras ficaram mais acessíveis. Na prática, os resultados positivos vêm abrindo espaço para mais negócios.

Ainda assim, o governo federal aproveitou para lançar pacotes de estímulos para as micro e pequenas empresas, segmento essencial para a geração de empregos e retomada da economia. Uma das principais medidas para esse setor foi a liberação de R$ 34 bilhões em linhas de crédito para essas empresas para uso de capital de giro, investimentos e compra de equipamentos.

Em outra ponta, foi lançado o programa “Empreender Mais Simples”, que vai liberar R$ 8,2 bilhões a micro e pequenas empresas nos próximos dois anos, em parceria com o Sebrae e o Banco do Brasil. A expectativa é de que a medida atenda a 40 mil empresas e também melhore e desburocratize a gestão empresarial.

Resultados

Ao analisar o impacto dessas medidas no setor produtivo, a conclusão é que todo o esforço diante dessas medidas vingou e abriu caminho para mais eficiência e crescimento da economia.

Um exemplo disso é a produção industrial, que já começou a dar sinais de retomada em função da recuperação da economia. No primeiro trimestre, houve um crescimento de 0,6% no setor, quebrando quatro anos de resultados negativos – a última vez que a produção industrial havia sido positiva em um primeiro trimestre foi em 2013, quando cresceu 2,1%.

Depois do descrédito, a confiança da indústria na economia disparou. O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) bateu em 53,1 pontos em abril, uma melhora de 44,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o indicador estava em 36,8 pontos.

Após iniciar o ano em alta, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) voltou a crescer em fevereiro, avançando 1,31% sobre janeiro, na série ajustada, indicando que o pior da recessão parece ter ficado no passado. Tudo isso se traduz em maior crescimento e renda para o País.