Ruas terão menos radares em São Leopoldo

Foto: Charles Dias

Além da desativação de 14 radares, novo contrato prevê economia de quase R$ 3 milhões ao município

 

O prefeito Ary Vanazzi assinou o aditivo ao termo que trata da contratação de empresa especializada na prestação de serviços de locação, implantação, instalação, manutenção preventiva e corretiva, operação e gerenciamento do sistema integrado de controle de vias urbanas por radares. Com a revisão do termo, o valor mensal passa de R$ 253.614,14, para R$ 89.502,38. Até o final do contrato, que encerra em maio de 2018, a economia será de quase R$ 3 milhões. Foram reduzidos 14 pontos de monitoramento mais dois itens – blitz eletrônica e painel móvel educativo, e mantido seis pontos e dois itens – radar estático portátil e a central de processamento do sistema.

Segundo prefeito Ary Vanazzi a redução tem caráter econômico e possibilitará o investimento em novas ações. “Esse novo contrato permite uma economia para podermos investir em ações que resultem em maior eficiência, o que é nosso objetivo; a redução da violência no trânsito e a ampliação da fiscalização por agentes da Guarda Civil Municipal”, disse.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Comunitária, Carlos Sant’Ana revelou que 70% do que era arrecadado com as multas de trânsito era investido para manter o contrato. “O custo-benefício do contrato era desvantajoso. O que mais chamou atenção foi a contratação de um reboque luminoso, pouco utilizado em três anos, a um valor de quase R$ 15 mil por mês, sendo que o equipamento custa R$ 45 mil. Com o que foi gasto em três meses de aluguel teríamos adquirido o equipamento. Ao final do contrato, teríamos a condição de comprar 17 destes”, disse Sant’Ana.

O secretário de Serviços Públicos, Sandro Della Mea Lima, disse que para reduzir o contrato foram analisadas a questão administrativa financeira e a relação custo-benefício. “Foi realizada uma análise técnica para verificar a efetividade de cada radar. Em alguns pontos percebemos que menos de 10% das imagens eram aproveitadas por vários critérios”, apontou o secretário.