Trensurb foge das discussões na Câmara de Vereadores SL

Muitos questionamentos foram feitos na tarde desta quinta-feira (1º), durante a audiência pública proposta pela bancada do PDT, na Câmara de Vereadores, que tratou da ocupação privada nas áreas sob os trilhos da Trensurb, porém foram poucas as respostas. Isso tudo em função da ausência do superintendente comercial da estatal Euclides Heron Coimbra, que havia confirmado presença para discutir o assunto com os vereadores, população e representantes do executivo.
Líder da bancada do PDT, a vereadora Iara Cardoso destaca que todas as demandas serão avaliadas e encaminhadas ao executivo, porém não descarta uma notificação oficial para a presença dos responsáveis pela empresa de trens urbanos. ‘‘Em primeiro lugar temos que definir a questão do domínio da área para posteriormente cobrar responsabilidade, o que não pode é o município fazer os investimentos nos mais diversos locais e a Trensurb através de licitações entregar para terceiros’’, destaca.
O vereador Fabiano Haubert destacou a importância das áreas para as atividades de lazer e esportivas da população, além das feiras da agricultura familiar. Ele lembrou da luta feita desde o início das obras de extensão do trem de Sapucaia do Sul para São Leopoldo. ‘‘Temos de cobrar a responsabilidade social da Trensurb que está deixando a desejar’’, reforça. Os vereadores Júlio Galperim (PSD), Brasil de Oliveira (PSB) e Arthur Schmidt (PMDB), também cobraram um posicionamento firme do município em relação a essas áreas.
Segundo o secretário de Gestão e Governo Marcel Frison, os espaços sob os trilhos do Trensurb são de propriedade da estatal, porém o município vem fazendo esforços para assumir os locais. Conforme seu relato a área do atual estacionamento que está sendo montado foi cedida pela antiga gestão, porém o município ainda não liberou alvará de funcionamento em função de algumas irregularidades. Ele acrescenta ainda que hoje a preocupação maior está voltada para a área de ampliação em direção a Novo Hamburgo, onde a Trensurb não cumpriu com o acordo feito na época.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Olimar Müller de Queiroz afirma que a atual administração não pretende liberar o alvará. ‘‘O ideal é que o espaço seja ocupado pela comunidade’’, enfatiza.