São Leopoldo discutiu fortalecimento das políticas de igualdade racial

Conferência Igualdade Foto: Rodrigo Machado

Nesta sexta-feira, 9 de junho, ocorreu a 4ª Conferência Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, no Salão Nobre da antiga Prefeitura. O encontro, para fortalecer as políticas de promoção de igualdade racial, reuniu integrantes do poder público e sociedade civil. As diretrizes aprovadas na plenária final irão compor o Plano Municipal inserido nos planos Estadual e nacional de Promoção da Igualdade Racial.

O prefeito Ary Vanazzi abriu o encontro e chamou atenção para a necessidade do resgate da história da população negra na região e para o momento político nacional. “As lutas sociais precisam de uma articulação como forma de resistir ao avanço da intolerância e do preconceito. Para isso acontecer, precisamos resgatar a solidariedade e o respeito aos direitos sociais. Nosso governo entende que a história do povo negro em São Leopoldo precisa ser resgatada”, destacou o prefeito.
A vice-prefeita, Paulete Souto, afirmou que é preciso construir um país plural. “São Leopoldo pode contribuir com muita propriedade ao propor um debate como este. Vamos resistir ao avanço da intolerância e afirmar a luta do povo negro em nossa cidade”, disse Paulete. Da mesma forma, o secretário de Direitos Humanos, Hélio Teixeira, disse ser necessário debater sobre o racismo no Brasil. “Temos um racismo velado no nosso país, percebemos diversas instâncias onde a população negra não está. Os conglomerados de poder alijaram a participação de negros e negras desde o período colonial”, apontou o secretário.
A representante do departamento de Igualdade Racial da Secretaria de Direitos Humanos, Nadir Maria de Jesus, ressaltou a oportunidade dada pelo governo para resgatar a pasta de Igualdade Racial. “Apesar de não termos uma diretriz nacional vamos mostrar nossa resistência. Nosso governo é comprometido com a luta do povo negro. Gênero, saúde, segurança, educação, juventude, orientação sexual, entre tantos outros direitos, precisam ser respeitados e toda a cidade evolui”, frisou Nadir. Já a representante da sociedade civil, Maria Noeli, que também é integrante do Fórum de Economia Solidária, disse que o mercado predatório aprofunda as desigualdades. “Precisamos resistir em todas as áreas. Nossa luta é por um mundo mais justo e igualitário.
No final da manhã, ocorreram três palestras sobre os temas “Reconhecimento”, com Eduardo Dutra; “Desenvolvimento”, com Reginete Bispo, e sobre “Justiça” com Ricardo Charão.
A conferência foi organizada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, ONG Anastácia, Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (Sepom), Fórum de Economia Solidária, Faculdades EST- Grupo Identidade e NEABI- Unisinos.