Seminário marca dez anos do Samu em São Leopoldo

Foto: Charles Dias

Para marcar uma década de atividades junto à população de São Leopoldo, o Serviço de Atendimento Médico de Urgência, o Samu, organizou um seminário para analisar o desenvolvimento das ações prestadas nesse período, apresentar novos caminhos e discutir técnicas de abordagem. O encontro ocorreu durante o sábado (10/06) no auditório do Centro de Eventos Cristo Rei.

“O pilar do Samu em São Leopoldo sempre foi o constante aprimoramento. Não paramos nunca. Buscamos um atendimento rápido, eficiente e humanizado”, ressaltou o enfermeiro Roberto Tyska, coordenador do Samu. Ele lembrou que o projeto saiu do papel em 2007 com um esforço conjunto da administração pública, que na época era comandada por Ary Vanazzi em seu primeiro mandato.

A plateia do seminário era composta por servidores públicos de toda a região, bombeiros, socorristas e estudantes. O prefeito Ary Vanazzi parabenizou os funcionários que se dedicam diariamente a salvar vidas. “Nosso Samu é um grande exemplo de serviço público gratuito prestado com qualidade. Somos referência em todo o Rio Grande do Sul. Vocês estão de parabéns pelo tratamento humanizado destinado a quem necessita e pelo interesse incessante em qualificação”, destacou.

Parceria com a Unisinos

Sobre qualificação, Vanazzi acrescentou que em breve o Hospital Centenário será peça integrante do curso de Medicinas da Unisinos. “Vamos nos tornar referência em atendimento e formação. Portanto. Vocês terão uma possibilidade enorme de aprendizagem e de construção de um novo modelo de saúde pública”.

A parceria entre Prefeitura e universidade tem uma longa trajetória. É o que recordou a professora Zoraide Wagner durante o seminário. “O primeiro curso de Enfermagem do Brasil a fazer convênio para estágio curricular no Samu foi o da Unisinos, um ano após a instalação do Samu. Mais de 300 estudantes participaram da parceria. Muitos deles seguem até hoje no Samu em todo o Rio Grande do Sul”, destaca. Junto com a professora Cleonice da Rocha, de Serviço Social, Zoraide elaborou o projeto Samuzinho, que passará nas escolas municipais orientando as crianças sobre o uso adequado do serviço e ensinando primeiros socorros. “Hoje os trotes correspondem a 20% das ligações. Queremos reduzir esse número. Mais do que isso, vamos unir três temas: educação, saúde e cidadania”, explicou Cleonice.

Sobre o serviço

Em 10 anos de atuação, a Samu realizou 75 mil atendimentos de urgência e emergência em São Leopoldo. Uma média mensal que varia entre 6,8 mil e 7,5 mil chamados. A base funciona junto ao Hospital Centenário e possui acomodações para os profissionais tais como: quartos, cozinha, banheiros e sala de reuniões.

Trata-se de um serviço gratuito, que funciona por meio da prestação de orientações e do envio de veículos tripulados por equipe capacitada, acessado pelo número 192 e acionado pela Central de Regulação das Urgências. O Samu realiza os atendimentos em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas, e conta com equipes que reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores socorristas.

Para trabalho de rua o serviço conta com duas viaturas de suporte básico de vida, uma de suporte avançado de vida, quatro motolâncias e uma unidade de intervenção rápida. A estrutura atende 24 horas por dia urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica e psiquiátrica.

“O Samu faz a integração entre a atenção básica, os Centro de Saúde e o hospital, atuando na estabilização e no transporte dos pacientes”, observa a secretária adjunta de Saúde, Quelen da Silva. Ela e o diretor de média e alta complexidade, Marco Aurélio da Silva, representaram a Secretaria da Saúde no evento.

Equipe

O Samu de São Leopoldo dispõe do seguinte quadro de profissionais:

21 condutores de ambulância

6 enfermeiros socorristas

12 técnicos de enfermagem socorristas

7 médicos socorristas

1 assistente administrativo

1 auxiliar de limpeza