São Leopoldo prepara a 11ª Conferência Municipal de Assistência Social

O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, assinou o ato de convocação nesta terça-feira, 13 de junho, no Centro Administrativo – Foto: Charles Dias

São Leopoldo prepara mais um momento de discussão de políticas públicas com a sociedade e o governo municipal. No dia 6 de julho será realizada a 11ª Conferência Municipal de Assistência Social com o tema “Garantia de direitos no fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social- SUAS”. O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, assinou o ato de convocação nesta terça-feira, 13 de junho, no Centro Administrativo. O evento ocorre na Paróquia São José Operário (rua Jacob Wieckert, 211- bairro Fião), das 8h30 às 17h.

O prefeito falou sobre a Assistência Social e o momento histórico do País, e em relação à situação do município, o prefeito destacou que houve uma destruição das políticas públicas. “Assumimos o governo com muitas dívidas. Estamos fazendo o que é fundamental, chamando para o debate e olharmos para o que é mais grave. A base da pirâmide social é a que mais precisa. Precisamos tratar o tema com muita responsabilidade”, frisou.

A conferência será organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social. O titular da pasta, Rodrigo de Mello Castilhos, ressaltou que a conferência terá o papel de avaliar as políticas públicas, propor e definir prioridades, além de monitorar a implementação e execução destas demandas. “A conferência não vai ser realizada apenas porque é uma obrigação e segue uma orientação nacional. Vamos dialogar com a sociedade civil, com os setores organizados, para discutir o que é importante acontecer nesta área, orientar investimento com a relação entre as áreas de Assistência Social, Segurança, Educação, Saúde, Direitos Humanos, Políticas para Mulheres”, afirmou.

Castilhos lembrou ainda que o dia 12 de junho foi o Dia Mundial contra o trabalho infantil e destacou a importância de trabalhar este tema. O secretário mencionou que na gestão passada, dados oficiais apontaram que não existia trabalho infantil no município, entretanto, discorda, pois considera que as características do trabalho infantil mudaram, já que crianças e adolescentes são aliciados pelo tráfico de drogas e refletem nos índices de violência. “Adolescentes e jovens morrem por falta de prevenção, violência e trabalho infantil”, disse.

Para a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Eliene Amorim, este evento vai mobilizar o Conselho, trabalhadores da rede de Assistência e usuários para um diálogo. “Em um momento que vemos a volta da fome, é preciso pensar em estratégias, promover o debate para garantir direitos a saúde, educação, afeto e compromisso da rede social”, considerou.

A assinatura foi acompanhada pelos secretários Ismael Mendonça (Cultura), Carlos Sant’ana (Segurança), Oneide Bobsin (Educação), Nelson Spolaor (Habitação), Fábio Bernardo da Silva (Saúde), Hélio Teixeira (Direitos Humanos), as secretárias Joseli Troian (Políticas para Mulheres), Janaína Fernandes (Orçamento Participativo), Diego Spetch (Ouvidoria), vereadores  Dudu Moraes e Ana Affonso, trabalhadores da rede de assistência, entre outras autoridades.