Cinco dicas fundamentais na hora de comprar uma cápsula manipulada

Nutricosméticos, muito indicados por médicos, podem potencializar e personalizar tratamentos estéticos. Mas, mesmo que eles passem por rigoroso sistema de aprovação de órgãos fiscalizadores, é necessário seguir algumas dicas para garantir que as cápsulas manipuladas tenham procedência e qualidade

Já faz parte da rotina de médicos que fazem tratamentos estéticos prescrever cápsulas manipuladas. Muito indicadas para potencializar os tratamentos, formando uma associação muitas vezes chamada até de “força-tarefa”, esses nutricosméticos manipulados reúnem a dosagem mais indicada e a combinação ideal de matérias-primas para se alcançar os objetivos do tratamento – e com os melhores ativos para acelerar o processo. “Os pacientes retornam ao consultório satisfeitos e felizes com os resultados. As cápsulas, sem dúvida, vão ao encontro da medicina moderna, que se atualiza constantemente com o que existe de melhor via oral com os produtos de uso tópico”, explica o dermatologista Dr. Jardis Volpe.

Mas mesmo que exista legislação e exigências rigorosas pelos órgãos reguladores brasileiros em relação à farmácia de manipulação, é necessário tomar alguns cuidados para ter a certeza da procedência e qualidade dos ativos manipulados. Segundo Mika Yamaguchi, Farmacêutica e Consultora Técnica da Biotec Dermocosméticos, dentro de uma farmácia de manipulação, há áreas separadas para fazer produtos de uso interno (nutricosméticos e medicamentos), outra área exclusiva para dermocosméticos e assim por diante. A profissional listou cinco dicas extremamente úteis para não se preocupar em relação à qualidade e origem dos ativos.

• Desconfie de preços muito baixos

“Como as receitas prescritas têm rastreabilidade, pois nelas constam todos os itens, como origem e validade das matérias-primas, após realizar alguns orçamentos, desconfie de preços muito baixos, pois a matéria-prima pode ser de qualidade inferior e de origem duvidosa”, detalha Mika.

A presença do farmacêutico

Para garantir a idoneidade da farmácia, o consumidor deve ficar atento a alguns detalhes na estrutura física do estabelecimento, como a presença de um farmacêutico em tempo integral na loja. “Enquanto houver atendimento ao público, o farmacêutico precisa estar presente e habilitado para sanar qualquer dúvida do cliente acerca da quantidade, qualidade e eficácia dos ativos que serão manipulados. E, se necessário, após consultar o médico, realizar a troca de um dos componentes por um outro similar, sem alterar a finalidade da fórmula prescrita”, explica a Mika.

O alvará

Outra dica básica diz respeito ao alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária que deve estar em local visível. Ele certifica a boa higienização do local e dos funcionários.

Transparência no local de trabalho

A transparência também é um diferencial importantíssimo. “Prefira as farmácias nas quais seja possível observar, como em alguns restaurantes, por meio de uma parede de vidro, o manipulador trabalhando. Aproveite para reparar se ele está com touca, luvas, máscara e avental e as condições de higiene do equipamento onde são manipuladas as fórmulas. São detalhes que podem evitar contaminação do produto”, alerta a farmacêutica.

• Rótulo

Verifique, também, se no rótulo tem as seguintes informações: nome do prescritor, número de registro da receita na farmácia, data de manipulação e validade, dosagem, modo de usar e a identificação da farmácia e do farmacêutico responsável.