Fernando de Noronha ganha título de Patrimônio Cultural do Brasil

Tombamento do Conjunto Histórico do Arquipélago Fernando de Noronha foi aprovado por unanimidade pelo Iphan

O arquipélago Fernando de Noronha é formado por 21 ilhas, com extensão de 26 quilômetros quadrados Divulgação/Embratur

O Conjunto Histórico do Arquipélago Fernando de Noronha, em Pernambuco, ganhou, nesta quinta-feira (22), o título de Patrimônio Cultural do Brasil. O local é considerado um paraíso brasileiro e, além de ser destino de viagens, também é abrigo das memórias, das histórias, das tradições e das narrativas que contribuem para a formação da identidade cultural do País.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou o tombamento por unanimidade.

A partir da decisão, que reconhece o valor histórico e cultural do arquipélago, passam a ser considerados patrimônio as fortificações e o conjunto urbano da Vila dos Remédios, incluindo algumas das edificações históricas lá encontradas.

Conjunto histórico

O Conjunto Histórico do Arquipélago de Fernando de Noronha é formado pelo conjunto de algumas fortificações e conjuntos urbanos. Um deles é o Sistema Fortificado, composto pelos Fortins de Santo Antônio, de Nossa Senhora da Conceição, de São Pedro do Boldró e pelo Reduto de Santana.

Há também o Conjunto Urbano da Vila dos Remédios, incluindo a vila ou colônia prisional e o centro urbano do povoamento da ilha; além dos seguintes bens isolados: a Vila da Quixabá, a capela de São Pedro dos Pescadores, o prédio da Air France e um testemunho da presença Americana na Ilha (“iglu” da Vila dos Americanos).

Conselho de especialistas

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, que avalia processos de tombamento e registro, é formado por especialistas de áreas como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.

Uma parte do grupo são 23 conselheiros que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

Além dos representantes dessas instituições, há também mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.