Sarau do Rio fez o domingo ser um dia perfeito em São Leopoldo

Muitas pessoas optaram por organizar piqueniques para passar o dia e aproveitar ao máximo até o final da tarde – Foto: Charles Dias

O Sarau do Rio, em sua terceira edição, caiu, definitivamente, nas graças da cidade. Centenas de pessoas passaram pela Rua da Praia, no bairro Rio dos Sinos, neste domingo, 25 de junho, para participar do encontro entre a música, a arte, ecologia e a gastronomia, tendo o Rio dos Sinos como principal cenário. Muitas escolheram o ambiente do Sarau – o pátio do Museu do Rio – , para aproveitar o dia quente de inverno e acompanhar a programação cultural do evento; outros revezavam, ora o Museu, ora um passeio pela rua, a pé ou em bicicletas (disponíveis para empréstimo), e uma visita ao brique instalado ao longo da via. Foi um dia perfeito, encomendado para tudo dar certo e emocionar quem passou pelo evento.

O espaço reservado para os shows, intervenções culturais, poesia e oficinas, de artes e horta no copo, acolheu adultos e crianças que interagiram com as atividades até o anoitecer. Para a nutricionista Joelma de Bastiani, 48 anos, o Sarau não se define em uma palavra. ”Mostra que a cidade tem vida, que interage com a cultura e o rio. Os moradores precisam saber que o rio está aqui, vivo,  o lugar é lindo”, disse. O filho de Joelma, Caio, 9 anos, aproveitou a oficina de horta e resumiu o que é o Sarau para ele: ”isso aqui é relaxante”, afirmou.

 Chimarrão e piquenique

O Sarau do Rio iniciou às 10h com a abertura do brique, food trucks e oficinas. Aos poucos o público foi chegando com cadeiras de praia e chimarrão. Muitas pessoas optaram por organizar piqueniques para passar o dia e aproveitar ao máximo até o final da tarde. A atendente comercial Daniela Engelke, 48 anos, foi com a filha Isadora, 13, e amigas. ”O Sarau é um achado para a cidade. Uma ótima opção, uma ideia que deve virar mania em São Leopoldo”, comentou. Já para a artesã Noeli Teixeira, 49 anos, o Sarau do Rio é uma oportunidade de mostrar talentos da cidade: ”São Leopoldo tem muitos artistas escondidos que precisam ser mostrados”.

Entre shows e intervenções culturais do 3º Sarau do Rio passaram pelo palco e pelo ambiente ao ar livre do Museu, o grupo Gingapraquê, a Orquestra Estudantil Madre Benícia, a cantora Izis Müller, a poesia de Dudu da Rocha, Cascata e Eduardo Tamboreiro, Encruzilhada do Samba e a dança de Marco Fillipin, acompanhado dos músicos Caren Suzana e Rodrigo Java.

O Sarau do Rio é uma realização da Prefeitura, através das secretarias de Cultura e Turismo (Secult) , e Meio Ambiente (Semmam) e tem o apoio da Associação Leopoldense de Esporte e Cultura (Aleca) e Interventura-Coletivo Colaborativo. Para o diretor de Cultura da Secult, Jari da Rocha, o Sarau tornou-se, em pouco tempo, um exemplo real de espaço de convivência pacífica entre as pessoas e a diversidade cultural. ”O Sarau acontece num lugar mágico. Foi onde a cidade começou, é onde o rio retoma, volta e meia, o seu espaço. O Sarau é um momento de reencontro das pessoas com sua história, sua identidade”, disse.

A próxima edição do Sarau do Rio já tem data, será no dia 16 de julho.