Boas práticas agrícolas para garantir um alimento seguro

“Boas práticas agrícolas para garantir um alimento seguro” foi o tema que o pesquisador Lucas Garrido da Embrapa Uva e Vinho desenvolveu no 2º Seminário Regional sobre Alimento Seguro – Serra que aconteceu no Parque da Festa da Uva, em Caxias do Sul no dia 19 de julho. O objetivo foi sensibilizar os produtores sobre o uso de boas práticas agrícolas.”

Garrido apresentou a palestra Boas Práticas Agrícolas (BPAs) como forma de melhorar gradativamente a qualidade dos produtos de origem vegetal produzidos na região, o que trará benefícios ao produtor, consumidor e ambiente. “Boas práticas são pequenas modificações que reduzem os danos ao ambiente para se obter um alimento seguro”, diz Garrido.  Faz parte das boas práticas usar a informação e reduzir os perigos ao consumidor, ambiente e produtores em todo o ciclo da produção: em termos agrícolas, de transporte, manipulação e fabricação. Incluem o respeito ao período de carência dos agrotóxicos e a aquisição com o receituário agronômico, o uso da tecnologia de aplicação adequada, a utilização de equipamento de proteção individual (EPI), o manejo integrado de pragas e doenças, a destinação correta das sobras e embalagens de agrotóxicos, a higiene na colheita, embalagem e transporte dos alimentos e o registro das operações efetuadas, entre outros. Tudo isso visa reduzir não só a contaminação química, pelos agrotóxicos, mas a contaminação física e principalmente a biológica, que podem afetar a saúde dos consumidores.

“A escolha da cultivar, o manejo adequado do solo, o monitoramento das pragas e doenças, a higiene na colheita, embalagens e transporte, evitar a presença de animais domésticos, capacitação constante e registro das operações são as boas práticas na prática”, completa Garrido. Uma nova realidade está muito próxima. A rastreabilidade feita através de código de barras ou QR, identificando a origem do produto; a certificação de qualidade; a interação de insumos químicos e biológicos e as pequenas culturas (minor crops).

O Grupo de Trabalho Alimento Seguro foi coordenado pela Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), pela Emater RS e pela Ceasa RS. A atividade teve como objetivos orientar produtores, técnicos e comerciantes de insumos sobre suas responsabilidades; incentivar a adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPAs) e o monitoramento do uso de agrotóxicos; e informar competências e atribuições das instituições responsáveis por garantir o alimento seguro. O Grupo de Trabalho foi criado com o objetivo de debater, diagnosticar e propor ações, visando reduzir inconformidades em resíduos de agrotóxicos em frutas e hortaliças.

Mais de duas mil micro e pequenas propriedades são responsáveis pelo fornecimento de hortaliças para as centrais de abastecimento do Estado. Esta é a meta de participantes para serem beneficiados com a iniciativa. Parte desse grupo deve vir das ações do Programa Juntos para Competir, que atua com a capacitação de produtores de horticultura em todo Estado. O gestor dessa iniciativa pelo SEBRAE RS na região do Vale dos Sinos, Caí e Paranhana, Junior Utzig, conta que, além de apoiar a realização dos eventos e participar com palestra nos seminários, o programa deve levar 60 produtores de hortaliças da região para o encontro.

 

Um novo evento está previsto na Região Metropolitana, em Viamão, no dia 16 de agosto; e completará seu ciclo com um evento em Terra de Areia, no dia 13 de setembro.