A percepção do mundo de um embaixador em forma de poesia

O poeta e diplomata Raul de Taunay lança o livro ‘Poemas ao Desabrigo’, conjunto de poesias brasileiras que promete despertar diversas emoções

O embaixador do Brasil no Congo, Raul de Taunay, autor de ‘Poemas ao Desabrigo’, descreve com muita sensibilidade e lírica, poesias  que percorrem o mundo com uma percepção brasileira.

Seus poemas, ensaios, artigos e análises do cenário internacional, o levaram a ser uma das grandes revelações da poesia brasileira contemporânea. Em 2005, por unanimidade, foi-lhe outorgada a Medalha João Ribeiro, pela Academia Brasileira de Letras.

O embaixador especifica que “o lugar de poema é o desabrigo, espaço exposto às tempestades, à mercê da maré crescente das palavras”. Neste sentido, o autor se perde em cada linha e passeiam entre a nostalgia de partidas; o acalanto; perdem-se na delicadeza de um artesão; na enfermidade; nos desatinos; sem faltar a prosa sobre encantos; gratidão; mulher e entre outras sensações, a mais intensa das emoções – o amor.

 

O céu aberto instiga em mim o mar revolto,

Em que a emoção faz o refrão tempestuoso;

Vagas a rir no espaço fundo do desmonte,

 

Querem bulir om a placidez do horizonte.

Onde vou ninguém se expõe a vir comigo,

Ando sumido em descampado desabrigo.

 

Seguindo o caminho das margens que percorreu pelo mundo inteiro à procura de uma fonte para as suas palavras, este poeta intenso faz da poesia um deleitoso momento de prazer. Raul de Taunay revela, nestes ‘Poemas ao Desabrigo’, a harmonia fugaz entre forma, beleza, crueza e liberdade, numa sequência de odes, elegias, trovas, baladas e sonetos marcantes e inesquecíveis.

Endossos

Sobre sua obra, o poeta Carlos Nejar, romancista e crítico literário, membro da Academia Brasileira de Letras, comparou-o com Arthur Rimbaud, no Barco Ébrio, por recobrar nas palavras todas as confluências de sua poesia errante, de país em país, “carregando o eito de si mesmo, procurando alguma constelação perdida”.

Recentemente, o editor e escritor Jorge Viveiros de Castro, ao apresentar os livros gêmeos, em verso e prosa, o Andarilho de Malabo, editado recentemente pelo autor, considerou Raul de Taunay um dos escritores mais interessantes de sua geração.

O poeta Nicolas Behr no fim de um comentário crítico sobre o autor, publicado na contracapa do seu novo livro, revela: “em Raul de Taunay a criação brota, jorra natural, aos borbotões. Andarilho do mundo, poeta do mundo”. O plenário da Academia Brasileira de Letras outorgou-lhe em dezembro de 2005, por unanimidade, a Medalha João Ribeiro.

Ficha Técnica:

Categoria: Poesia brasileira

ISBN: 978-85-421-0522-3

Preço sugerido: R$35,00

Formato: 16x23cm

Páginas: 223

Edição: 1o