Prefeitura retoma palestras com o escritor Fabrício Carpinejar

O Salão Nobre da antiga Prefeitura de São Leopoldo recebeu o escritor e jornalista Fabrício Carpinejar na manhã de quinta-feira, 5 de outubro, para o ato público de enfrentamento ao bullying nas escolas da rede municipal de ensino. Organizada pela secretária Municipal da Educação (Smed), o ato retoma o ciclo de palestras sobre o tema. O prefeito Ary Vanazzi, o secretário Municipal da Educação (Smed), Oneide Bobsin, e a secretária-adjunta, Mariléia Sell, participaram da mesa oficial.

Ato de enfrentamento ao bullying nas escolas retoma ciclo de palestras com o poeta Fabrício Carpinejar

Durante o ato, Mariléia classificou a atividade como importante para diversos setores da sociedade. “O bullying tem um custo elevado para a segurança pública, já que o suicídio é um tema que não podemos fugir, e a educação é mais eficaz e barata do que o custo de vidas”, afirmou Mariléia, destacando publicamente o empenho de sua equipe em desenvolver o projeto.

Com a palavra, Fabrício Carpinejar declarou que o ciclo de palestras é um marco, pois nenhuma cidade produziu algo similar sobre a temática e que o entendimento do município sobre o enfrentamento ao bullying, como benefício à saúde, é um diferencial. “Se pensa muito na realidade física e não na emoção, que é o que determina a alma da cidade”, declarou. Ao dar continuidade ao assunto, o escritor relembrou de sua mãe, que o ajudou a ler a escrever em casa, a partir do momento em que foi convidado a se retirar da escola por um errôneo diagnóstico de retardo mental. “Eu sou o projeto de fé da minha mãe, o que ela fez comigo, eu quero fazer para os outros. Nós precisamos só de uma pessoa para concluirmos nossos sonhos e o que fazemos também ajuda professores e fazer com que o aluno se sinta melhor em si, porque quando não contamos uma dor, ela aumenta e o silêncio a faz crescer”, salientou.

Ao final, o prefeito Ary Vanazzi parabenizou os envolvidos no projeto e acrescentou que todas as pessoas que sofreram com o bullying na vida escolar, em graus diferenciados, carregam a marca para sempre. “Dependendo da gravidade, leva a muitos caminhos, como o suicídio, da frustração e das drogas e, hoje, nós temos a oportunidade de falar sobre isso. Pelo método, pela experiência, pela história, vamos construir um processo de discussão diferenciado em nossas escolas com os alunos e professores, para construir uma sociedade mais humana e mais justa”, finalizou Vanazzi.

Foto: Thales Ferreira