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Valorização da resistência marca abertura do Mês da Consciência Negra

A abertura do mês da Consciência Negra, em São Leopoldo, ocorreu na terça-feira, 7 de novembro, na Galeria Liana Brandão (Biblioteca Pública Municipal Vianna Moog), com a exposição: “Mãe África: A beleza da nossa cor”. A programação segue até dia 26 de novembro, numa realização da Secretaria de Integração Social (Direitos Humanos – SEDHU) e Secretaria da Cultura (SECULT). “Não temos que ser lembrados apenas nas ações, nós temos que ser lembrados na memória. Quando fomos escravizados, nos tiraram até o sobrenome, que é a coisa mais sagrada que uma nação e uma pessoa podem ter. Mas não tiraram e não vão tirar jamais a nossa garra, a nossa luta e a nossa resistência”, destacou Nadir Maria de Jesus, da pasta da Igualdade Racial.

Abertura do Mês da Consciência Negra em São Leopoldo - Valorização da resistência marca abertura do Mês da Consciência Negra
Abertura do Mês da Consciência Negra em São Leopoldo

A vice-prefeita Paulete Souto emocionou-se ao saudar seus ancestrais, que vieram ao país “sem saber por que e que contribuíram para que essa pátria fosse o que é hoje. Que nós, homens e mulheres negras, estejamos sempre muito unidos e mostrando nossa unidade e nossa força”, disse Paulete. O prefeito Ary Vanazzi elogiou a exposição das artistas negras leopoldenses Elenita Nery, Stelita Castanhede, Lisiane Moresco, Maria de Fátima Modesto Valter Cardoso, Rosangela Oliveira. “São artistas da nossa cidade que produzem uma arte maravilhosa, que expressam sua história, que por vezes uma tela é tão simples, mas por trás dela tem uma carga muito grande de sentimento, de construção e de valores”, exaltou Vanazzi.

O prefeito destacou a participação de três cidades do continente Africano no Fórum de Autoridades Locais de Periferia, de 23 a 25 de novembro. “Vai ser um momento histórico que precisa ser muito valorizado junto aos nossos irmãos africanos e estabelecer uma relação não só institucional, mas também social”.

O mês da Consciência Negra é resultado da parceria entre Governo e sociedade civil. “Desde o dia 30 de outubro estamos fazendo debates em algumas escolas municipais e ONGs, num trabalho constante de reconhecimento e de valorização. Nossa população negra nunca esteve perdida, então não precisa ser ‘resgatada’, ela precisa ser valorizada. Este mês é para demarcar um espaço de reconhecimento, de valorização da nossa população negra”, frisou Nadir. Entre os destaques da programação duas casinhas comercializarão gastronomia afro durante 10 dias na rua Independência.

 

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