Indústrias de materiais de construção tem crescimento nas vendas

O Índice da ABRAMAT – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção – apresentou no mês de outubro sinais de recuperação mais consistente do setor após quatro anos de retrações mensais. A variação entre outubro de 2017 e o mesmo mês de 2016, registra crescimento de 3,7%, enquanto que na comparação com as vendas do mês de Setembro o estudo aponta alta de 4,2%.

Os dados indicam as vendas da indústria ao varejo como principal responsável pela continuidade da recuperação esboçada em setembro. Importante também foi o aumento nas vendas de imóveis em algumas capitais brasileiras. Analisando o segmento mais à fundo, temos variação positiva tanto na venda de produtos de base, quanto nos de acabamento: 2,6% e 5,4% respectivamente.

No acumulado até outubro as vendas seguem negativas, entretanto com desaceleração nas quedas. Tal fato também é observado na absorção de mão de obra da indústria, que vem respondendo ao crescimento nas vendas.

Segundo Walter Cover, presidente da ABRAMAT, os resultados do setor sinalizam para o início de uma recuperação, contudo a continuidade ainda depende de fatores externos à cadeia da Construção Civil. “Os dados de venda refletem o contínuo aumento no grau de confiança do consumidor, o que por sua vez também aumenta a confiança do empresariado. A injeção de recursos públicos em obras e crédito imobiliário podem fomentar ainda mais, no curto prazo, esse princípio de recuperação”, analisa o executivo que evita garantir a continuidade da recuperação nos meses de novembro e dezembro.

“É cedo para sabermos até onde essa recuperação irá. Nesse momento é de suma importância que o país continue a reduzir sua taxa de desemprego, o maior responsável pela postergação de compras e do investimento privado. Não podemos ignorar que a melhoria recente nesse aspecto se deve muito à criação de vagas informais de emprego”, finaliza Walter Cover. A ABRAMAT ainda mantém a previsão de fechar o ano com retração de 5,0% nas vendas em comparação ao ano de 2017.