São Leopoldo apresenta a Ouvidoria do SUS

A partir de quinta-feira, 9 de novembro, a população de São Leopoldo conta com mais um canal para se comunicar com a administração: a Ouvidoria do SUS. Através do número 2200 0736, ou presencialmente no andar térreo do Centro Administrativo, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) podem manifestar reclamações, elogios, sugestões ou críticas.

“Ouvir é uma tarefa difícil. Mas faz um bem para quem fala e um aprendizado para quem escuta. Nós já tivemos 16 mil atendimentos na ouvidoria geral. Ela cumpre um papel importante. Ouvir as pessoas é uma medida importante que soma aos conselhos, ao Orçamento Participativo para que a população assuma seu papel de colaborar no desenvolvimento da cidade”, ressaltou o prefeito Ary Vanazzi durante a apresentação realizada no auditório da Escola de Gestão.

De acordo com o ouvidor geral, Diego Specht, trata-se da primeira Ouvidoria do SUS no Rio Grande do Sul que é desvinculada. Ambas dividem o mesmo espaço e a mesma estrutura. Porém, o atendimento do SUS será específico, conforme determina o Ministério da Saúde.

“A Ouvidoria SUS terá um funcionário especialmente destacado, mas alocado no mesmo espaço que a Ouvidoria da Prefeitura. Portanto, sem aumentar custos de aluguel ou de equipamentos para o cidadão”, explicou Specht.

O secretário da Saúde, Fábio Bernardo da Silva, afirmou que, nos momentos de crise, ações ousadas devem ser executadas. “Ao longo desses 10 meses que estou a frente da secretaria, eu e minha equipe tomamos medidas estruturais. Mudamos a prestadora da UPA Scharlau, melhorando o atendimento e diminuindo custos. Faremos o mesmo com a questão dos exames de imagem, que tem sido um problema. A Ouvidoria SUS faz parte dessas mudanças. A crítica construtiva do cidadão mostrará um caminho para a melhora dos serviços”, garantiu.

Treinamento para todos os cargos de direção

Antes da implantação da Ouvidoria SUS, foram realizadas duas formações voltadas para diretores, coordenadores e chefias da área da Saúde. Todos terão acesso a um software para responder demandas e fazer encaminhamentos. “Quando a pessoa procura a saúde é sinal de que está debilitada, precisando de ajuda. Por isso estamos dando um grande passo para a humanização da saúde no município”, destacou o secretário de Gestão Marcel Frison.

Presente no ato, a ouvidora do Sus no Estado, Luana Gehres, falou que o sucesso da iniciativa depende de todos. “As manifestações devem ser utilizadas para repensar ações e procedimentos de trabalho. Isso fortalece a administração. Do contrário, vira uma espécie de cartório, que apenas registra queixas”, alertou.