Encontro Brasil-Alemanha é ambiente de negócios positivos

Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

Mais de 2 mil empresários brasileiros e alemães estão em Porto Alegre para participar de um dos mais importantes eventos entre os dois países. O 35º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que acontece até amanhã (14), na Federação das Indústrias do RS (Fiergs), é o momento de selar parcerias, efetivar negócios e planejar a ampliação de investimentos e novas formas de cooperação.

“É um ambiente de negócios positivos, com oportunidades de contato direto e visão de futuro”, saudou o governador José Ivo Sartori, na abertura do EEBA na manhã desta segunda-feira (13), no Teatro do Sesi.

Sartori ressaltou os resultados positivos da recente aproximação promovida por seu governo e a Fiergs com a Alemanha: as 190 empresas gaúchas que integram o Cluster de Tecnologia para a Saúde em parceria com a Medical Valley; o início da construção do centro de pesquisas e desenvolvimento da Stihl; os investimentos da SAP; e a boa relação com a Fraport, que passou a administrar o Aeroporto Internacional Salgado Filho.

“Não tenho dúvidas que este encontro será um excelente espaço para consolidar ainda mais a cooperação bilateral, gerar novos negócios e parcerias comerciais. É uma oportunidade ímpar para apresentar nossas potencialidades. O caminho é promissor e já rende bons frutos”, afirmou Sartori.

Abertura

Na cerimônia de abertura do EEBA, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou que o Brasil trabalha para melhorar o ambiente de negócios. “O Brasil está de volta aos trilhos e na rota do crescimento”, enfatizou o ministro, ao apresentar dados da recuperação da economia.

Pereira adiantou que ainda neste ano o governo federal lança a nova política para o setor automotivo, o Roda 2030. Previu ainda que em março de 2018, durante o Fórum Econômico Mundial, em São Paulo, será lançada a política brasileira da indústria 4.0, atualmente em discussão.

Promotor do encontro, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu uma nova convenção para evitar a dupla tributação entre Brasil e Alemanha. Sobre o EEBA, Andrade afirmou que o encontro “solidifica ainda mais as relações existentes entre os dois países”.

O presidente do Comitê de Negócios para a América Latina da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), na sigla em alemão) e membro do Conselho Administrativo da Volkswagen AG, Andréas Renschler, afirmou que as respostas para a nova revolução industrial, a indústria 4.0, deve ser discutida e encontrar respostas além das fronteiras dos países. “Por isso, parcerias como a da Alemanha e do Brasil são importantes. As respostas vão proteger empresas de médio porte inovadoras”, afirmou.

Sobre a crise brasileira, Renschler disse que as indústrias alemãs acreditam na recuperação do país. “O Brasil reconheceu a crise e aproveitou a oportunidade para implementar reformas importantes”, afirmou o presidente da BDI.

Também prestigiaram a abertura do 35º EEBA o secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores, Marcos Galvão, e o vice-ministro de Economia e Energia alemão, Mathias Machnig, lideranças empresariais, secretários de Estado, parlamentares e representações diplomáticas dos dois país.

O EEBA

O Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) ocorre anualmente de forma alternada, nos anos pares na Alemanha e ímpares no Brasil. As últimas edições foram em Weimar (2016) e Joinville (2015). O EEBA 2017 é uma promoção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias da Alemanha (BDI, na sigla em alemão), com a organização da Fiergs e parceria da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.

O presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, afirmou que o EEBA 2017 abre novas perspectivas de atração de investimentos. “O encontro traduz como deve ser o ambiente de negócios: positivo, de contato direto entre empresários e com uma agenda para unir trabalho, visão de futuro, ideias para crescer”, disse Petry.

Lideranças empresariais da área industrial e autoridades governamentais vão tratar de temas que afetam a competitividade do setor produtivo, como indústria 4.0, parceria e cooperação em internet das coisas e startup, eficiência energética, infraestrutura e cidades inteligentes. A programação inclui palestras, seminários, visitas técnicas e encontros de negócios.