Polícial Civil investiga chefes de torcidas e dirigentes de clubes de futebol do Rio

Líderes de torcidas organizadas e dirigentes de clubes de futebol foram alvos de uma operação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira (1º), no Rio de Janeiro. O objetivo era desarticular um esquema criminoso de repasse de ingressos. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada pela polícia para depor.

Além de líderes das torcidas Raça Rubro Negra, do Flamengo, e Força Jovem, do Vasco, também prestaram depoimento o presidente do Fluminense Pedro Eduardo Abad e o vice-presidente futebol do Vasco, Eurico Brandão, filho do presidente do clube, Eurico Miranda.

Três mandados de prisão temporária de líderes das torcidas do Fluminense Young Flu e Força Flu foram cumpridos. O presidente da torcida Fiel Tricolor continua foragido.

De acordo com investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática e do Ministério Público (MP), representantes de clubes da capital fluminense repassavam ingressos às torcidas organizadas para que fossem vendidos por cambistas. O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, Marcos Kac, conclui que as relações entre clubes e torcidas organizadas são fundamentadas em práticas ilegais.

“A partir desta investigação, nós conseguimos identificar uma série de torcedores e denúncias que serão posteriormente colocadas em uma denúncia penal. Também conseguimos avançar em uma relação espúria existente entre os dirigentes dos clubes e as torcidas organizadas”, disse Kak.

Entre os itens apreendidos estão credenciais, camisas de torcidas organizadas, um computador e documentos. Além disso, dois facões foram encontrados na casa do vice-presidente de estádios do Botafogo, Anderson Simões, que prestou depoimento na Cidade da Polícia.