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Uma em cada quatro crianças já foi tratada ofensivamente na internet

celular - Uma em cada quatro crianças já foi tratada ofensivamente na internetNo final de 2017, uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mediu o comportamento online de jovens. O resultado não foi nada animador. Os dados revelam que uma em cada quatro crianças e adolescentes foi tratado de forma ofensiva na internet. Traduzido em números, é possível que cerca de 5,6 milhões de meninos e meninas entre nove e 17 anos tenham sido tratados de forma rude ou vítimas de cyberbullying.

Os números aumentaram. Eram 15% em 2014, 20% em 2015 e 23% no ano de 2016. O acompanhamento dos pais da vida online das crianças deve ser constante. Atitudes preventivas como um diálogo aberto sobre o mundo digital alertam as crianças acerca dos perigos.

Para que esses números sejam cada vez menores, seguem alguns pontos de atenção pautados e listados por Fabiany Lima, CEO e fundadora do aplicativo Timokids, que por meio de histórias e jogos, conversa com as crianças sobre questões importantes que devem enfrentar durante o crescimento:

CONHECER – Os filhos são nativos digitais, e a grande maioria de nós, não. As redes sociais e ferramentas online vão sempre estar presente na vida deles, não é moda do momento. É importante que eles tenham contato com o meio digital, até mesmo para não ficarem obsoletos e defasados no mundo profissional. O que os pais devem fazer é conhecer tudo. O que cada rede faz, qual o tipo de conteúdo, qual é o perfil dos usuários. É trabalhoso, mas é algo preventivo;

DIALOGAR – A conversa é fundamental. Além disso, conhecer as crianças é muito importante para sabermos quais as áreas de maior risco para eles online. Se a criança gosta muito de futebol, por exemplo, canais do YouTube podem ter muitos comentários ofensivos e é dever dos pais orientá-las quanto a isso. Uma vez que os pequenos são instruídos e têm conhecimento prévio de situações de risco, podemos evitar problemas;

ACOMPANHAR – Todos têm direito à privacidade, no entanto, quanto menor a criança, mais cuidado devemos ter. Restringir, bloquear e barrar são verbos de conotação negativa, mas que podem ser extremamente positivos no futuro. Ferramentas online de controle de conteúdo e alternativas de entretenimento online mais saudáveis devem ser de conhecimento dos pais;

COMPREENDER – Como mostrado pela pesquisa, muitas crianças possuem contato diário com falta de senso e ofensas online. Caso ela demonstre insatisfação e tristeza com a situação, mesmo com algum pequeno comentário ruim após ter emitido sua opinião em vídeos e redes sociais, tudo isso é uma oportunidade de orientar e conversar. Entender o que isso significa para ela, como ela se sente pessoalmente atingida com determinadas palavras ou tons. Devemos ouvir, sempre.