DestaqueSaúde

Entenda a relação entre a psoríase e o sol

Cidades litorâneas para aproveitar a praia e os banhos de piscina são as principais atrações das viagens de verão. Com o tempo firme e as temperaturas mais altas, as pessoas acabam escolhendo como roteiro preferencial um local em que o sol brilhe e esteja presente durante toda a estadia.

Porém, o que é um prazer para muitos, acaba virando um martírio para outros. No caso dos pacientes com psoríase – doença de pele relativamente comum, crônica e não contagiosa -, a exposição ao sol realizada de forma controlada e por tempo limitado é apontada por especialistas como um elemento importante na redução das placas espalhadas pelo corpo, porém muitas vezes é deixada de lado por conta da vergonha da aparência das manchas causadas pela doença.

“Por causa do preconceito, o sol, que poderia ajudar o paciente a controlar a doença, juntamente com o tratamento específico sob orientação médica, acaba sendo preterido. É muito comum o indivíduo deixar de frequentar locais como clubes, praias e piscinas, pelo fato de os trajes mais usados nesses ambientes – shorts, bermuda, sunga e biquíni –, acabarem deixando visíveis as placas da psoríase”, destaca Ricardo Romiti, médico dermatologista e coordenador do Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “No entanto, a psoríase não é uma doença contagiosa e não apresenta nenhum risco para aqueles que convivem com pessoas acometidas pela doença”, afirma Romiti.

A questão do preconceito é intrínseca à psoríase. Além de se sentirem mal e, em muitos aspectos, excluídos da sociedade, os pacientes também sofrem com o ônus que vai além da saúde. A enfermidade impacta na qualidade de vida, compromete o lado profissional do indivíduo e prejudica outras atividades cotidianas por conta das restrições físicas impostas pela doença.

A psoríase

A psoríase é uma doença de pele crônica, recorrente e não contagiosa que pode acometer o indivíduo em qualquer faixa etária. Sua causa é multifatorial e caracterizada por respostas imunológicas exarcerbadas e forte influência genética e de fatores ambientais.  Não há formas de prevenir a psoríase, mas pessoas que possuem histórico familiar da enfermidade devem ter atenção redobrada a possíveis sintomas. Quanto mais precoce for o diagnóstico e mais efetivo o tratamento, menor será o impacto da doença sobre o bem-estar físico e psicológico do indivíduo.

Principais sinais da psoríase

  • Manchas vermelhas, elevadas, com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas que acometem principalmente o couro cabeludo, cotovelos, joelhos e o tronco;
  • Pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento;
  • Coceira, queimação e dor;
  • Unhas grossas, sulcadas ou descamativas;
  • Inchaço, rigidez e dor nas articulações;
  • Histórico familiar – Entre 30 e 40% dos pacientes de psoríase tem histórico familiar da doença;
  • Histórico de surtos de piora associados a estresse emocional;
  • Obesidade – A psoríase está associada a maior frequência de obesidade;
  • Clima frio – a doença é mais comum em locais com temperatura mais baixa e menos sol. A psoríase tende a melhorar com a exposição solar;
  • Consumo de bebidas alcóolicas;
  • Tabagismo: o cigarro não só aumenta as chances de desenvolver a doença, como agrava o quadro.
Tags
Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios