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Pontes suspensas, encurtando distâncias e vencendo obstáculos

À primeira vista, uma ponte pode parecer um mero meio de transpor um obstáculo, mas vemos que essas estruturas possuem muito mais significado para a engenharia mundial se analisadas historicamente. No passado, os romanos utilizavam pedras para a construção de estruturas em forma de arcos, técnica ensinada pelos etruscos. No século XVI, treliças de madeira foram usadas para vãos de até 30 metros, e a transição da madeira para o ferro só aconteceu três séculos depois. Já as pontes com o uso de cabos de aço começaram a dominar o cenário após 1801, com a construção da primeira ponte suspensa com vão de 21m, a Jacob’s Creek Bridge, localizada na Pensilvânia, Estados Unidos. No Brasil, a construção da primeira ponte em ferro fundido data de 1851, na cidade de Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro, sobre rio homônimo.

Das diversas estruturas existentes, as pontes suspensas possuem torres verticais que são a base e a conexão da estrutura com o solo, suportando o peso do chamado tabuleiro – área dedicada ao tráfego de veículos e pessoas. Elas também devem ser construídas com um excelente sistema de propensão, para minimizar os riscos de quebra da estrutura de concreto, absorvendo assim grande parte da energia do movimento dos carros. O peso do tabuleiro é distribuído por meio dos cabos de suspensão, sempre um de longa extensão, que conecta uma torre a outra, e os secundários que se conectam ao cabo principal. É graças a esse sistema, muito utilizado em regiões montanhosas, que se pode garantir uma distância maior entre as torres-base e uma estrutura com um certo nível de flexibilidade.

Um dos exemplos mais conhecidos da evolução dessa tecnologia é a famosa ponte Golden Gate, em São Francisco, cartão postal da cidade californiana. Suas torres chegam a 227 metros de altura, a estrutura possui mais de 130 mil km de fios e permite um tráfego de em média 110 mil veículos por dia. Além de sua beleza e fundamental atrativo turístico, ela teve papel essencial no desenvolvimento econômico das cidades ao redor da Baía de São Francisco.  No Brasil, a ponte Hercílio Luz curiosamente foi construída 11 anos antes da Golden Gate com um projeto simillar, também por engenheiros norte-americanos. Localizada em Florianópolis – Santa Catarina, a ponte substituiu o serviço de balsas, que era extremamente instável devido as alterações climáticas, ligando a ilha a parte insular da capital do estado.

Se olharmos para o restante do mundo, vemos que a China, que é destaque em diversos segmentos inclusive no setor da construção, sedia seis das maiores pontes do mundo. Em 2011, Qingdao Haiwan, se tornou a maior ponte sobre água salgada do planeta, com 42,6 km de extensão ea um custo de 8,6 bilhões de dólares. Ela liga a cidade de Qingdao, considerada a cidade do turismo nacional, ao distrito de Huangdao, área suburbana que está prestes a se tornar a próxima região de boom econômico. Por essas questões, a Qingdao Haiwan tem um valor inestimável para o comércio e turismo da região.

Atualmente, com o avanço da tecnologia, as pontes utilizam modernas técnicas de construção, o que permite que as distâncias a serem vencidas se tornem praticamente ilimitadas. Os arquitetos exploram de maneira crescente a utilização integrada de materiais, formando obras de beleza rara, ícones da construção mundial. Além da estética, as pontes merecem distinção pela importância na infraestrutura urbana, ferroviária e rodoviária.

Por FIABCI-BRASIL

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