Saúde

Crianças estão deixando de tomar leite de vaca por modismos

Especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) advertem que muitas crianças estão deixando de consumir o alimento sem a confirmação da alergia alimentar

A restrição do leite de vaca deve ocorrer diante do diagnóstico preciso de alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) advertem que muitas crianças estão deixando de consumir o alimento sem a confirmação da alergia alimentar e como substituição estão recebendo os leites vegetais, como o de arroz, amêndoas etc., que são nutricionalmente pobres. O leite de arroz ainda apresenta alta concentração de arsênico inorgânico.

Atenção aos sintomas da APLV:

  • A maioria das crianças afetadas tem um ou mais sintomas envolvendo um ou mais órgãos, principalmente o trato gastrointestinal e a pele;
  • Entre 50% e 70% apresentam sintomas cutâneos, 50% a 60% gastrointestinais e 20% a 30% sintomas respiratórios.
  • Durante a anamnese, o médico deve avaliar a história clínica, bem como:
  • O alimento e a quantidade;
  • O intervalo entre a ingestão e os sintomas clínicos;
  • A reprodutibilidade dos sinais e sintomas em diferentes ocasiões;
  • A presença de fatores associados;
  • Quando ocorreu a última reação.

“O tratamento de APLV deve ser individualizado. Incentivar o aleitamento materno é essencial para a prevenção de alergias futuras e deve ser feito antes de oferecer à criança qualquer tipo de fórmula infantil. Caso seja comprovada a alergia alimentar, é importante ressaltar que a privação do alimento em questão deve ser suprida adequadamente com suplementações alimentares ou medicamentosas, sempre sob a orientação e acompanhamento dos especialistas em alergia e nutrição”, ressalta a Dra. Renata Cocco, coordenadora do Departamento de Alergia Alimentar da ASBAI.

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1972. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cuja missão é promover a educação médica continuada e a difusão de conhecimentos na área de Alergia e Imunologia, fortalecer o exercício profissional com excelência da especialidade de Alergia e Imunologia nas esferas pública e privada e divulgar para a sociedade a importância da prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

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