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10% da população concentra quase metade da renda do país

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – rendimento de todas as fontes -, divulgada hoje (11/04) pelo IBGE, mostrou que, em 2017, a massa de rendimento domiciliar per capita do país foi de 263,1 bilhões. Desse total, 43,3% ficou concentrado nos 10% da população brasileira com os maiores rendimentos, parcela superior à dos 80% com os menores rendimentos. Confira na infografia abaixo esse e outros resultados da pesquisa.

Em 2017, do total de 207,1 milhões de pessoas residentes no Brasil, 124,6 milhões (60,2%) possuíam algum tipo de rendimento, seja proveniente de trabalho (41,9% das pessoas) ou de outras fontes (24,1% das pessoas) como aposentadoria, aluguel e programas de transferência de renda.

Se todas as pessoas que têm algum tipo de rendimento no Brasil, recebessem o mesmo valor mensal, ele seria de R$ 2.112, mas não é isso que acontece. A metade dos trabalhadores com menores rendimentos recebe, em média, R$ 754, enquanto o 1% com os maiores rendimentos ganha, em média, R$ 27.213, ou seja, 36,1 vezes mais.

Outra forma de observar a distribuição de rendimento no Brasil é através da renda domiciliar per capita, que é calculada da seguinte forma: soma-se todos os rendimentos de um domicílio e divide pelo número de moradores.
Em 2017, o rendimento médio domiciliar per capita foi de foi de R$ 1.271. Mas da massa de R$ 263,1 bilhões gerados, os 20% da população com os maiores rendimentos ficou com uma parte superior que a dos 80% com os menores rendimentos.

Em 2017, no Brasil, 13,7% dos domicílios recebiam dinheiro referente ao Programa Bolsa Família e 3,3% recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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