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Coleta Seletiva de Porto Alegre completa 28 anos

A coleta seletiva completa 28 anos neste sábado, 7. Porto Alegre, que é uma das capitais pioneiras no país a implantar o serviço de coleta de resíduos recicláveis, vai comemorar a data com atividades que ocorrem a partir de sábado, 7, até terça-feira, 10. A iniciativa é do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), órgão que integra as secretarias municipais de Serviços Urbanos (SMSUrb) e do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), em parceria com a Secretaria Municipal de Relações Institucionais e Articulação Política (SMRI).

No sábado, dia em que é comemorado o aniversário da Coleta Seletiva, às 11h, junto ao Monumento do Expedicionário no Parque Farroupilha, haverá o ato de lançamento da campanha “Dê a Mão para o Futuro” Reciclagem Trabalho e Renda, coordenada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), em parceria com quatro Unidades de Triagem (UT’s) conveniadas com a prefeitura. Para a campanha em Porto Alegre, foram selecionadas quatro UT’s que alcançaram bons indicadores de qualidade. O objetivo do programa é a ampliação e melhoria da coleta e triagem dos resíduos recicláveis, bem como desenvolvimento de ações de apoio a programas de geração de trabalho e renda que promovam a inclusão social, assim como redução dos custos da Prefeitura de Porto Alegre no destino final dos resíduos. Neste programa os trabalhadores das UT’s participarão da campanha fazendo visitas porta a porta divulgando a necessidade da correta separação de resíduos. As comunidades contempladas serão Partenon, Restinga, Humaitá e Lomba do Pinheiro.
Ainda no sábado será montada a Estação DMLU também junto ao Monumento do Expedicionário, no horário das 10h às 16h. Neste stand serão divulgadas informações sobre a gestão de resíduos na cidade e a destinação correta dos recicláveis, visando a conscientização ambiental. Também haverá coleta de resíduos eletrônicos e de óleo de fritura. Todas as atividades de comemoração do aniversário da Coleta Seletiva são gerenciadas pela Coordenação de Gestão e Educação Ambiental (CGEA) do DMLU.
Atualmente a Capital possui 17 Unidades de Triagem (UT’s), abrigando cerca de 600 trabalhadores que dependem do serviço de Coleta Seletiva como fonte de renda. A partir do ano de 2017 houve um redução no número de triadores provocada pela extinção de convênios da prefeitura com três cooperativas. Uma fiscalização mais intensa de parte do governo municipal gerou o rompimento de algumas parcerias. A partir disto, além de comemorar o aniversário da coleta, as atividades visam mobilizar a população sobre a importância do correto descarte de resíduos recicláveis para a geração de renda para os trabalhadores das UT’s e as vantagens para a preservação do meio ambiente e para a qualidade de vida dos cidadãos.
Histórico – Desde 7 de julho de 1990, quando iniciou como projeto-piloto no bairro Bom Fim, o sistema de coleta seletiva foi sendo aperfeiçoado pelo DMLU e tornou-se referência na América Latina. O serviço foi ampliado em setembro de 2015, passando a atender três vezes por semana na maioria dos bairros beneficiados pela coleta automatizada. No restante da cidade, o caminhão realiza a coleta duas vezes por semana. Os roteiros foram reprogramados para não coincidirem com os horários da coleta domiciliar e são feitos nos turnos do dia ou da noite, atendendo 100% da cidade. A consulta, atualmente, é por endereço completo, não por bairro. Para verificar os dias e horários, acesse aqui.

Vantagens
 – Além dos benefícios sociais, a entrega dos resíduos recicláveis à Coleta Seletiva traz vantagens ambientais e econômicas. Diariamente, o DMLU recolhe nas residências cerca de 1.155 toneladas de resíduos. Desse total, 65 toneladas são de recicláveis que são recolhidos pela Coleta Seletiva. As quase 1.100 toneladas restantes são de resíduos orgânicos e rejeitos da coleta domiciliar. Soma-se aos orgânicos e rejeitos, os resíduos públicos, as cargas recebidas na Estação de Transbordo e chega-se a um total de 1.800 toneladas/dia de material enviado para o Aterro Sanitário.
Estima-se que em torno de 260 toneladas de recicláveis são descartadas, indevidamente, junto com os orgânicos e rejeitos, e, com isso, acabam sendo enviadas para o aterro sanitário de Minas do Leão (RS). O custo total para enviar esses resíduos para o aterro é de, aproximadamente, R$ 775 mil por mês, o que equivale a 9,3 milhões por ano, valor que poderia ser investido em outras melhorias para a cidade, se a maioria da população separasse os recicláveis e os encaminhassem à Coleta Seletiva do DMLU.
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