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Olimpíada do Conhecimento inicia em Brasília

Uma viagem ao futuro que começa com a travessia de um túnel onde as paredes projetam imagens de novas tecnologias já presentes nos nossos dias. A partir dali, olhares curiosos mergulham em um universo de novas possibilidades sequer pensadas pela maior parte das pessoas e que prometem melhorar a qualidade de vida, produtividade e a saúde da humanidade.

O cenário é o da 10ª edição da Olimpíada do Conhecimento, aberta gratuitamente ao público a partir de hoje (5), no Centro Internacional de Convenções de Brasília. Os experimentos foram desenvolvidos por alunos do Senai e do Sesi e também por empresas.

O primeiro ambiente é o da Casa Inteligente. Dividida em quatro cômodos – quarto, sala, cozinha e banheiro – o espaço reúne tecnologias facilitadoras do dia-a-dia que podem virar realidade em poucos anos. O espelho que funciona como uma guarda-roupa digital rouba as atenções já na entrada ao local. Depois de cadastrar fotos de todas as peças do armário, as pessoas montam o figurino que querem usar no dia através de uma tela.

Na cama, o travesseiro ergonômico é produzido com copos e sacolas de plástico. No jardim, sistemas de irrigação automáticos garantem economia de água com a garantia de jardins verdes sempre. No espaço reservado aos bichinhos de estimação, a alimentação e a água é são disponibilizadas por máquinas que calculam e oferecem as quantidades necessárias.

Cidade do futuro

Alguns passos adiante, o visitante ingressa em uma cidade do futuro onde as inovações enchem os olhos de crianças e adultos. Além dos carros elétricos, com funções cada vez mais modernas, o espaço moda disputa o interesse dos visitantes. Como uma espécie de alfaiate virtual, uma máquina tira as medidas da pessoa e, a partir de um sensor tátil, também verifica a textura da pele e possíveis alergias que podem conduzir a escolha do tecido que será utilizado. Em 30 minutos, as informações são passadas para um outro estande que imprime a roupa escolhida em peça real e um drone leva a peça da “fábrica” até a “loja” onde o cliente recebe o produto.

No mesmo espaço que simula ruas e lojas de todos os tipos, é fácil esbarrar em um robô gigante. Também é possível tomar um café com sua foto impressa no líquido, por um equipamento que ainda não existe no Brasil. Das inovações que já podem ser encontradas em cidades como São Paulo, está, por exemplo, a mesa garçom, na qual é possível escolher bebidas, ingredientes de uma pizza, e também pagar pelo pedido em poucos minutos. Nas “ruas”, circulam inventos como o fabricado por Rafael Flausino.  Com o filho cadeirante que queria andar de bicicleta, Flausino procurou um curso de mecânica para saber como realizar o sonho do pequeno. “Ele queria muito, então procurei saber como faria uma cadeira de rodas que pudesse ser acoplada a uma bicicleta. A mesma cadeira pode ser encaixada e desencaixada e, se a pessoa estiver cansada ainda é possível deitar a cadeira”, explicou. O projeto de Flausino é um protótipo. Atende à necessidade de sua família, mas, em poucas horas, mais de um investidor parou para conhecer o projeto. Se houver interesse, a bicicleta poderá passar a ser produzida para o mercado.

Saúde

No evento, também é possível conhecer a proposta de um centro de saúde que prioriza o monitoramento constante de indicadores de saúde das pessoas, para que a prevenção se sobreponha ao tratamento. Caso seja necessário, um robô, conhecido como Da Vinci, mostra como a tecnologia pode ser usada em cirurgias demorando 25% do tempo usual necessário para uma equipe médica.

Outro espaço considerado prioritário pelos organizadores, é a Escola do Futuro, onde cerca de dez estandes mostram o produto de “provocações” aos alunos para que foquem seus esforços mais na solução de problemas do que em disciplinas tradicionais. O resultado aparece em produtos como os óculos para deficientes visuais com sensores de ré, os mesmos usados em carro. Com isto, pessoas que usam apenas bengalas para garantir segurança no caminhar têm um instrumento a mais para sinalizar obstáculos à frente.

Disputas

Este é o primeiro ano em que a Olimpíada funciona mais como exposição do que como uma série de competições. Mas as disputas entre grandes inventores não ficou totalmente de fora do evento. Na área destinada à robótica, nove projetos concorrem a uma premiação que será anunciada no domingo, último dia da Olimpíada. Alunos de várias partes do país foram desafiados a criar processos para otimizar e melhorar serviços nos portos. As criações se concentram, por exemplo, em maneiras de facilitar o atracamento de navios e o estacionamento de containers. AgBr

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