Editorial da Edição N.157 da Revista News

[dropcap]N[/dropcap]ovamente a população brasileira tem a oportunidade de votar e selar o destino da pátria, coisa que tem feito por décadas. Contudo, nossa democracia contribui muito pouco com a solução das grandes dificuldades deste País.

Mas nosso sistema é assim, a regra é esta. E só nos resta, como cidadãos, participar de mais este processo político, buscando conhecer as propostas dos partidos e de seus candidatos para votar naqueles que, em nosso entendimento, reúnam mais condições para preencher os mandatos em disputa neste pleito.

É preciso estar alerta para não cair na falácia de alguns candidatos que buscam eleger-se não para governar, fiscalizar ou propor leis, mas com o propósito de atuar como militantes políticos das causas próprias, ou na vã tentativa de tomar o poder no Brasil, às custas dos cofres públicos, entrincheirando-se na estrutura que os cargos oferecem, esquecendo-se de que estão ali não só pelo voto popular, mas para fundamentalmente trabalhar como funcionários da população. Prefeito é eleito para cuidar da cidade, governador do seu estado e presidente da República do país, sem terceirizar suas obrigações, sem desvio de direção. Vereadores, deputados e senadores que atuem para cumprir suas prerrogativas, jamais seus interesses pessoais, vencendo à tentação do “politicamente correto”, ideias que em parte frutificam por meio da manipulação da opinião, promovida pelo que se pode chamar de dopping-digital, que seduz e se apossa daquilo que é mais preciso a um ser humano, a sua vontade própria.