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ACIST-SL lança relatório da atividade econômica de São Leopoldo

Boletim Socioeconômico Trimestral da ACIST-SL tem o objetivo de consensar interesses para o desenvolvimento da cidade

Nesta quinta-feira (16), empresários, dirigentes de entidades e poder público conheceram, em primeira mão, a primeira edição do Boletim Socioeconômico Trimestral. Produzido pela ACIST-SL em parceria com o Núcleo de Excelência Competitividade e Economia Internacional da Unisinos e apoio da Prefeitura Municipal, o material foi apresentado no Momento do Empreendedor e traz uma série de informações sobre o desempenho econômico de São Leopoldo. O principal deles, e também inédito, é o Indicador do Nível de Atividade de São Leopoldo, que apontou que o município teve uma média de crescimento de 1,6% em 2018. Os pilares para a construção deste dado foram a arrecadação municipal (impostos sobre a produção e a circulação); geração de emprego formal (estoque do emprego formal e a diferença entre as taxas de variação do salário médio dos admitidos e dos desligados); o efeito Brasil (IBC-BR); e as exportações. “Nós queremos mostrar para a sociedade como a cidade está posicionada frente a diversos fatores, para que os empreendedores tenham condições de definir seus investimentos, bem como o governo municipal determinar políticas públicas”, explica Fernando Ribas, vice-presidente de Indústria da entidade.

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Para o prefeito municipal, Ary Vanazzi, o Boletim é uma inovação para a cidade, pois reúne todos os dados que são importantes para os mais diversos players. “Nós somos parceiros da Associação neste projeto, pois ele vem somar à nossa vontade de fomentar o desenvolvimento da cidade”. Oldemar Brahm, presidente da ACIST-SL, reforçou que o maior desafio será fazer bom uso das informações. Ele convidou todos os associados a fazerem parte dos grupos temáticos que foram criados para acompanhar as demandas que passarão a ocorrer a partir deste lançamento.

O conteúdo foi dividido em quatro áreas. A primeira com os dados gerais do Brasil, o segundo com o desempenho do Estado, seguido então pelas informações de São Leopoldo, que compõe 70% do total. O último é o Bloco Temático, com os indicadores locais.

PIB – São Leopoldo, assim como o Rio Grande do Sul, também tem no comércio e serviços seu principal componente no PIB, com 55,8%, conforme os dados de 2015. A indústria contribuiu com 27,3%, que é muito superior à participação deste setor no Estado. “Este resultado reflete a importância de grandes indústrias, que geram renda e desenvolvimento”. A administração pública ficou com 16,8% do PIB e a agropecuária, apenas 0,05%.

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Além do Indicador de Desempenho, outro dado importante que o BST apresentou foi a relação das principais empresas de São Leopoldo, que apontaram o Valor Adicionado (soma dos bens e serviços consumidos nos seus processo produtivo). Conforme as informações obtidas na Secretaria da Fazenda, o setor industrial é responsável por 32,33%, o comércio atacadista, 5,92% e o comércio varejista, foi de5,91%. “Esta informação reforça o quanto a indústria impacta na economia de São Leopoldo”, ressalta Ribas.

Esta mesma indústria também é responsável por um dos dados positivos do Boletim, que são as exportações. Armas e munições, ferramentas e aparelhos mecânicos e couro somaram 85,7% dos embarques leopoldenses totais no primeiro semestre de 2018, representando 2,1% do total exportado pelo Rio Grande do Sul. “Porém, precisamos acionar o sinal de alerta, porque o faturamento vem reduzindo. No segundo trimestre deste ano, as exportações recuaram 10,3%”, pontua. Outro ponto de atenção é a alta concentração em apenas três setores.

Comparativos – Para dimensionar o desempenho dos principais indicadores, tomaram-se por base de comparação as cidades de Canoas, Novos Hamburgo e Gravataí, devido às características demográficas e de localização similares. Estão na região metropolitana de Porto Alegre e possuem mais de 200 mil habitantes.

Emprego – Se a geração de empregos formais foi positiva, de 429 novos postos de trabalho, contrastando com as cidades de Canoas e Novo Hamburgo, por outro lado os subsetores que mais geraram empregos formais foram o comércio e a administração de imóveis, cuja massa salarial é menor. Ribas observa que as dificuldades enfrentadas pelas indústrias na geração de empregos formais reflete a conjuntura regional, de modo mais abrangente, a crise brasileira.

Dados sociais – O Boletim irá concentrar, a cada edição, dados sobre Educação, Renda e Saúde. Nesta primeira apresentação, foram mostrados os dados do IDESE nestes três segmentos. Dentre os 497 municípios do RS, em 2015, São Leopoldo ficou na 339ª posição no índice geral. Na Saúde, ficou em 462º lugar, na Educação, 412 e na Renda, ficou na 152ª colocação. “A Saúde é a que mais merece atenção, pois é o único no qual o município deteriorou seu desempenho relativo”.

Daqui para frente – “Sinergia de projetos e ações entre ACIST e Poder Público é vital para encontrar as melhores soluções para São Leopoldo”. A frase resume o maior desafio que vem a partir do lançamento do BST. Para que os dados não fiquem apenas no papel, a entidade criou grupos temáticos compostos por diretores, associados e integrantes do poder público. Representantes de instituições e de entidades de classe também serão convidados a fazer parte.

Conforme Ribas, já está formatada uma agenda permanente para o acompanhamento das atividades e dos dados. “Todos estão convidados a fazer parte deste esforço que visa retomar o crescimento da cidade”.

O próximo Boletim será publicado em novembro e será feita uma avaliação com os empresários sobre a sua relevância. “Este material tem que ter valor e por isto precisamos do feedback de todos os interessados”.

 

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