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Entidade se pronuncia sobre liberação dos inibidores de apetite

Nesta sexta-feira, dia 23 de junho, foi sancionado pelo presidente em exercício , o Projeto de Lei 2431/11, que impede a Anvisa de proibir a produção e comercialização dos derivados dos anorexígenos. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 20 de junho.

Com o decreto volta a ser permitida a produção e comercialização dos derivados dos anorexígenos (mazindol, femproporex e anfepramona) e da sibutramina, para o tratamento da obesidade.

“A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM –  entende que diante do caminho escolhido para resolução do retorno da comercialização dos derivados da anfetamina no Brasil, a assinatura desse Projeto de Lei, pelo presidente exercício Rodrigo Maia, foi a melhor solução. Esperamos que, em futuras situações polêmicas, possamos debater de maneira mais intensa e profunda, precocemente, antes de buscar soluções políticas para questões relacionadas aos medicamentos no Brasil. No momento, cabe a indústria farmacêutia decidir pela retomada da produção comercial destes medicamentos, e isso será uma nova etapa”, esclareceu o Dr. Alexandre Hohl, vice-presidente da SBEM Nacional.

A suspensão desses medicamentos foi determinada no final de 2010 pela Anvisa. A determinação baseia-se em estudos científicos e no parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme). A nota técnica da instituição apresentou argumentos de que essas substâncias podem trazer mais riscos do que benefícios à saúde dos pacientes.

A SBEM, ao lado de outras instituições ligadas à obesidade, foi uma das entidades que se posicionou contra essa determinação. A Sociedade defende que é necessário o controle desses medicamentos para evitar o uso indiscriminado dele, mas enfatiza que os anorexígenos são importantes para o tratamento da obesidade.

Para a SBEM é imprescindível que os endocrinologistas sejam consultados sobre a decisão de proibição dos medicamentos. A Sociedade explica que a determinação de indicar o medicamento ou não, cabe ao especialista. Retirá-los do mercado não é a solução para evitar o uso inadequado.

A entidade também enfatiza que deve-se ter muito cuidado com dados retirados de algumas pesquisas, pois há diferença entre os resultados dos estudos e a prática clínica. Por isso, é importante consultar os médicos antes de qualquer decisão. São eles que devem avaliar os resultados para que erros básicos de análises não sejam cometidos.

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