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Conferência de Assistência Social debate políticas públicas para SL

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O encontro, realizado a cada 2 anos, ocorreu na Paróquia São José Operário, no bairro Fião Foto: Charles Dias

“Nenhum direito a menos” foi a frase mais ouvida na abertura da 11ª Conferência Municipal de Assistência Social. Com o tema “Garantia de direitos no fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social- SUAS”, governo, usuários, entidades e sociedade se reuniram na manhã de hoje (05/07) para avaliar e propor políticas públicas num contexto de corte de repasses federais.

O encontro, realizado a cada 2 anos, ocorreu na Paróquia São José Operário, no bairro Fião, e contou com a presença do prefeito Ary Vanazzi, que criticou o congelamento de 20 anos no orçamento da área social implementado pelo Governo Federal. “Buscamos nesse encontro compreender o momento em que vivemos. Essa crise foi provocada intencionalmente por grupos midiáticos e econômicos. O orçamento da área foi congelado por duas décadas enquanto os bancos ganham isenções tributárias”.
Para driblar a crise, Vanazzi aponta a união de forças como alternativa. “Construir programas, estabelecer parcerias é a saída. Temos que redistribuir renda para reaquecer a economia do município. Nossa presença aqui mostra que temos lado”, ressaltou. O prefeito usou como exemplo o programa Jovem Aprendiz, que insere estudantes no mundo do trabalho e que começa a entrar em ação no segundo semestre.
Após a explanação dos temas, a organização abriu espaço para debates e trabalhos em grupo. A plenária final apontou delegados que irão representar a cidade na 12ª Conferência Estadual de Assistência Social.

Números negativos
O secretário de Desenvolvimento Social (Sedes), Rodrigo de Mello Castilhos, falou da situação precária herdada pela atual gestão. Em 2012 a secretaria contava com 200 servidores. Hoje o número caiu para 140. Como consequência direta, diminuíram os atendimentos. O serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, que cuida de crianças carentes em toda a cidade, reduziu de 1750 para 1230 beneficiados. O Bolsa Família passou de 12 mil contas para 6,5 mil. “Perdem as pessoas carentes e perde a cidade com menos dinheiro circulando. Em tempos de crise, a política social é a primeira a ser cortada. Resistir é fundamental. Estamos falando da vida das pessoas”, salientou Castilhos.

Para a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Eliene Amorim, o evento mobiliza o conselho, trabalhadores da rede de assistência e usuários para um diálogo. “Em um contexto que vemos a volta da fome, é preciso pensar em estratégias, promover o debate para garantir direitos a saúde, educação, afeto e compromisso da rede social”, considerou.

Participantes da mesa
Participaram também da mesa principal a vice-prefeita Paulete Souto, a representante dos usuários, Marlise Pinheiro, a assessora do Sindicato dos/as Assistentes Sociais, Fernanda Canfield, os representantes dos trabalhadores no SUAS, João Schneider e Paulo Crochemore, o presidente do Conselho Estadual de Assistência Social, Leopoldino Monteiro, a representante das prestadoras de serviço Lucirene Leite, da entidade Talitha Kum, a vereadora Ana Affonso, e o padre Ramiro Mincatto, da Paróquia São José Operário.

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