Como alavancar seu negócio no ramo da inovação em sete passos

Ao entrar no ramo da inovação e tentar mais autonomia com o próprio negócio, é comum o empreendedor, apesar de identificar o potencial inovador, ter dificuldade em aplicar alguns processos decisivos para o êxito do empreendimento.  No caso de empresas já consolidadas, os obstáculos podem ser ainda maiores: elaborar um plano de negócios, atrair investimentos ou divulgar os serviços e tecnologias lançados no mercado.

De acordo com o gerente de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Célio Cabral, para cada fase do processo, desde a criação da empresa até o sucesso alcançado, há inúmeras oportunidades de apoio e incentivo, cabe ao empreendedor identificar qual corresponde à necessidade do negócio. “O apoio depende da fase na qual a empresa está, seja inicial ou avançada.”

O gerente lembra que o próprio Sebrae oferece consultorias individuais em diversos estados do País. Confira algumas dicas de como buscar amparo para impulsionar projetos no campo da inovação:

1º passo: informação

Para quem está começando, o ponto principal é buscar informações. Clécio Cabral explica que, atualmente, há várias oportunidades de apoio, cada uma voltada a um perfil de negócio, com instrumentos próprios para atender a necessidades específicas. Ele cita como exemplos o próprio Sebrae, fundações de amparo à pesquisa, universidades, Sistema S, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), incubadoras e aceleradoras e os parques tecnológicos.

2º passo: validação 

Novas empresas e produtos se originam, muitas vezes, de um projeto de pesquisa ou de ideias e necessidades identificadas pelo empreendedor, sem levar em consideração a lógica e as demandas do mercado. A dica é validar o produto antes mesmo de lançá-lo no mercado ou de elaborar um plano de negócios.

3º passo: orientação

O acompanhamento de empreendedores mais experientes pode ser um diferencial. “Profissionais que já passaram pelas dificuldades do processo de crescimento podem identificar necessidades e dar dicas que ajudarão o novo empresário”, explica Célio Cabral.

Com um produto viável em mãos, é a hora, também, de buscar oportunidade em editais de inovação de instituições como Senai e Sebrae, por exemplo.

4º passo: equipe

Célio Cabral explica que o fracasso de várias startups ocorre porque as equipes são formadas por pessoas que não têm relação próxima, o que acaba, em algum momento, gerando incompatibilidade de ideias e conflito entre os sócios. Apenas com uma equipe boa, é possível avançar nos negócios, ele alerta.

5º passo: gestão de risco

“Inovação é risco. Uma possibilidade de ampliar o sucesso nesse ramo é compartilhar esse risco”, afirma Célio. Chamado de “subvenção econômica”, esse recurso pode ser definido como o compartilhamento, entre empresa e Estado, dos custos e riscos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Órgãos destinam recursos a pequenos negócios, que devem oferecer contrapartidas. “Todos os países que se desenvolveram apostaram e compartilharam o risco inicial de pequenas empresas inovadoras. O ganho social é bem maior que o ganho privado”, afirma Célio.

6º passo: divulgação

Segundo Célio Cabral, muitas empresas não se desenvolvem porque não divulgam a tecnologia que desenvolveram, com medo que outros copiem as ideias.

“O importante é você executar sua ideia da melhor forma possível. Se alguém vender melhor e mais barato, é porque você não devia estar no mercado. É importante ter consciência de que o fracasso nada mais é do que uma experiência. De dez empresas, uma vai dar certo. É necessário ter persistência”, aconselha.

7º passo: investimentos

Buscar fundos de investimento pode ser uma saída para empresas que começaram agora no ramo da inovação. “Grandes bancos estão apoiando startups do ramo financeiro porque detectaram uma ameaça e não queriam ficar de fora do mercado. A tendência agora é juntar forças, apoiar a tecnologia que vai substituir a sua, e várias empresas oferecem esse tipo de apoio”, orienta Célio.

Para facilitar esse processo, é importante o empreendedor buscar ambientes de inovação, como aceleradoras, incubadoras, ambientes de coworking e eventos.