Halloween deve movimentar US$ 9,1 bilhões nos EUA

Considerada uma das mais importantes festas nos Estados Unidos, cerca de 55% dos norte-americanos devem celebrar hoje (31) – o equivalente a 179 milhões de pessoas – o Halloween, o Dia das Bruxas, de acordo com a Federação Nacional do Varejo dos Estados Unidos (NRF, sigla em inglês). E a festa também movimenta o mercado no país. A federação estima que o comércio deve faturar US$ 9,1 bilhões este ano. Em média, os norte-americanos gastam US$ 86, cerca de R$ 284 com produtos, como decorações, fantasias e doces.

Em meados de agosto, as prateleiras dos supermercados dão lugar a estantes dedicadas ao tema, com abóboras, velas, vassouras, teias de linha que imitam teias de aranha, caveiras, bruxas, espantalhos, fantasmas, cruzes, vampiros, demônios, fantasias e doces.

O Halloween ou Dia das Bruxas é a primeira grande celebração do outono norte-americano, e ocorre um mês antes do dia de Ação de Graças (Thanksgiving), realizado na terceira quinta-feira de novembro.

Turismo

O mercado de entretenimento também fatura. Há passeios guiados a cemitérios, alguns com atores vestidos de fantasmas. Além disso, as tradicionais Haunted houses (casas mal-assombradas) recebem milhares de visitantes que pagam para ser “assustados” por atores caracterizados de monstros, demônios, zumbis e outras criaturas que parecem ter saído de filmes de terror.

Para as crianças, a opção são os passeios em pumpkin farms (fazendas de abóbora), que disponibilizam abóboras para serem esculpidas e servirem de castiçais para velas.

Fantasias

As festas a fantasia ocorrem em escolas, empresas e festivais ao ar livre na semana anterior.  O dia 31 é mais reservado para o trick or treat, quando crianças saem pedindo doces de porta em porta.

Os pequenos usam acessórios como perucas ou óculos, até fantasias completas. Segundo a NRF, as fantasias mais vendidas para crianças este ano foram as de super-heróis, seguidas por princesas, animais e de personagens do filme Star Wars (Guerra nas Estrelas). Entre os adultos, a mais vendida é de bruxa, seguida por super-heróis e piratas.

Os mascotes também se fantasiam. As mais procuradas são de abóboras, hot dog (cachorro quente), leão e pirata.

Festa não agrada todo mundo

Apesar da grande participação dos norte-americanos, quatro em cada dez cidadãos não celebram a festa nos Estados Unidos. A maioria por relacionar a celebração a práticas de ocultismo e satanismo.

A festa surgiu no século 18 com a celebração de um ritual celta que marcava o fim da colheita e início do inverno. Os antigos acreditavam que o frio e a escuridão permitiam o contato com os mortos. Na ocasião, usavam roupas especiais que, com o passar dos anos, foram substituídas pelas fantasias.

Nos bairros residenciais, por exemplo, o sinal dos adeptos é a decoração nas casas com abóboras, espantalhos, caveiras, fantasmas e até cemitérios fictícios. Ao contrário, quem não celebra a festa não decora a casa. Quando as crianças e adolescentes vão em busca de doces, a regra é não tocar a campainha das casas sem decoração e que não estão com as luzes acesas.