Negócios

Produção de plástico deve crescer 2%

Depois de registrar queda de cerca de 20% na produção física e o fechamento de 50 mil vagas nos dois anos anteriores, a indústria de transformados plásticos mostra sinais de inversão da tendência. A previsão é de encerrar 2017 com aumento de 2% na produção física, de 3,2% no consumo aparente e de 0,3% nos empregos (o que representa mil novos postos de trabalho), na comparação com o ano anterior.
Esse resultado é fruto do aquecimento que alguns setores apresentaram no período de janeiro a outubro, tais como máquinas e equipamentos (3,1%), eletrônicos (20,4%) e automotivo (16,1%) – que fizeram a demanda por produtos plásticos crescer em 2,85% ante a 2016.

A continuidade da estabilidade econômica aliada às previsões positivas de importantes consumidores de transformados plásticos – como a construção civil e a indústria automotiva – influenciam as expectativas para 2018.
A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) espera para esse ano um crescimento de 3% na produção física, 0,6% em empregos e de 4,3% no consumo aparente. A expectativa de queda nos juros e inflação, bem como do crescimento do PIB, também contribuem para essa previsão.
Apesar da projeção otimista, o consumo do setor só deve retornar aos níveis de 2014 em 2024, ressalta o presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho. Outro aspecto importante nessa retomada é o baixo indíce de investimento da indústria nacional.

“Vale destacar também que a expectativa de aumento de custo por conta da implantação da TLP em substituição da TJLP vai atrasar ainda mais os investimentos na adequação do setor às novas demandas de mercado, o que pode comprometer o futuro e a competitividade desse setor também no mercado externo”, conclui.

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