GeralPorto Alegre

Medicação preventiva ao HIV é disponibilizada em São Paulo

O Brasil é o primeiro país da América Latina a contar com a PrEP entre as alternativas de prevenção ao HIV em seu sistema público de saúde

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais (ARVs) por soronegativos antes de uma exposição de risco ao HIVU, começou hoje (18) a ser oferecida na cidade de São Paulo.

A prioridade para a PrEP são as populações-chave para a resposta ao HIV que vivem em situação de vulnerabilidade ao vírus e mantêm relações sexuais sem uso do preservativo, como profissionais do sexo, homens e mulheres trans, casais sorodiferentes (quando um tem HIV e o outro, não), gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH).

Publicidade

Na fase inicial, a profilaxia está disponível no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Santo Amaro, na zona sul, bem como nos serviços de Assistência Especializada Butantã, na zona oeste, de Fidélis Ribeiro, na zona leste, e no de Ceci, na zona sul. Em fevereiro, a PrEP chega ao CTA Pirituba, na região norte.

A Profilaxia Pré-Exposição será oferecida também no Serviço de Extensão ao Atendimento de Pacientes HIV/Aids – Casa da Aids – Faculdade de Medicina da Universidade de São, Ambulatório de HIV/aods da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e no Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids. No site do Ministério da Saúde há informações detalhadas para os interessados em usar o medicamento.

Além da capital paulista, 21 munícipios de 10 estados e o Distrito Federal vão disponibilizar a Profilaxia Pré-Exposição. São cidades como Manaus, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O Brasil é o primeiro país da América Latina a contar com a PrEP entre as alternativas de prevenção ao HIV em seu sistema público de saúde.

Publicidade

A PrEP faz parte de uma nova abordagem para resposta ao HIV. Trata-se de um cardápio de tecnologias de prevenção ao HIV/Aids, que inclui o tradicional preservativo, mas também a testagem, tratamento, imunização, diagnóstico, redução de danos, prevenção à transmissão vertical e a Profilaxia Pós-Exposição, que dão à pessoa e ao profissional de saúde a possibilidade escolher uma metodologia ou combinar várias que se adaptem às necessidades e ao momento de vida do usuário.

Medicação X Vacina

Como ainda não existe vacina contra o vírus HIV, a PrEP é uma tecnologia que impacta diretamente na resposta ao vírus, diz a diretora do DIAHV, Adele Schwartz Benzaken. “O comprimido tem que ser tomado diariamente para fazer essa proteção, pois, se isso não for feito, a concentração do medicamento não é suficiente para inibir o vírus.” Adele diz que os efeitos colaterais da medicação são apenas gastrointestinais, como náuseas, mas a eficácia é alta. Ela ressalta que o uso contínuo da PrEP não leva a uma tendência de diminuição do uso do preservativo e à incidência de outras doenças sexualmente transmissíveis nos grupos de voluntários observados.

Investimento

O investimento no programa foi de R$ 9 milhões e permitiu a compra de mais de 3,5 milhões pílulas. Segundo a diretora DIAHV, até o fim deste semestre, o programa deve chegar a outros estados. “Até julho teremos pelo menos uma serviço em cada capital brasileira.”

Publicidade

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Fechar