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Cinemateca Capitólio Petrobras apresenta obra de Thom Andersen

São 18 filmes do cineasta, entre longas e curtas-metragens
São 18 filmes do cineasta, entre longas e curtas-metragens.

A Cinemateca Capitólio Petrobras realiza a mostra Hollywood e além: O cinema obstinado de Thom Andersen, que vai até esta terça-feira, 23. São exibidos 18 filmes, entre longas e curtas-metragens inéditos em Porto Alegre, que celebram a obra de Thom Andersen, um dos mais importantes cineastas americanos da atualidade, e de artistas vinculados a ele. A mostra tem curadoria do crítico e programador Aaron Cutler e da artista plástica Mariana Shellard. O valor do ingresso é R$ 10, com meia entrada para estudantes e idosos.
Thom Andersen – Nascido em 1943. Leciona na Escola de Cinema e Vídeo no California Institute of the Arts (CalArts), em sua cidade nativa de Los Angeles, desde 1987. Seu trabalho consiste em estudos sobre as origens do cinema moderno, políticas da indústria cinematográfica americana, construções do imaginário urbano de Hollywood e singelos espaços urbanos. Sua obra é política por natureza e se expressa através pequenos gestos. Como o próprio artista escreveu, “precisamos de imagens verdadeiras e válidas, nas quais podemos reconhecer o mundo e sua beleza; imagens que nos ensinem sobre nós mesmos e nosso mundo”.

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Programação inclui a obra “Os Pensamentos que Outrora Tivemos”

A programação conta com 13 filmes de Andersen. Entre eles, o seu longa-metragem mais recente Os pensamentos que outrora tivemos (2015), um estudo pessoal sobre a obra teórica cinematográfica do filósofo Gilles Deleuze; e sua obra mais conhecida, Los Angeles por ela mesma (2003, remasterizado em 2013), uma análise da complexa relação entre a cidade de Los Angeles e a indústria cinematográfica hollywoodiana.

A mostra conta ainda com mais cinco filmes recentes de artistas americanos contemporâneos – Andrew Kim, Adam R. Levine e Billy Woodberry – que trabalharam com Andersen e cujos próprios filmes compartilham muitos dos mesmos temas do cineasta, em especial, o uso do cinema como forma de resgatar o passado. Os dois filmes de Kim, (I) Frame (2016, co-dirigido com Karissa Hahn) e O pavão (2015), são estreias nacionais.

Horários

 

23 de janeiro (terça)

14h – A Bela da Tarde

16hChinatown

18h30(Um filme de rock ‘n’ roll)/O pavão (The Peacock)/ Juke – Passagens dos filmes de Spencer Williams/ California here I come (Mostra Thom Andersen)

Um filme de rock ‘n’ roll (The Rock ‘n’ Roll Movie) – 11 minutos, 1966/67, EUA
Direção: Thom Andersen e Malcolm Brodwick
No catálogo do Viennale de 2008, na ocasião da mostra curada por Andersen, Los Angeles: A City on Film, ele descreveu seu filme. “Nós tentamos reconciliar o cinema formalista com o cinema documental, fazendo um documentário sobre o rock&roll, no qual as partes se relacionariam formalmente em vez de tematicamente. Nós começamos com uma forma dialética simples. Os planos e segmentos de som tornam-se progressiva e gradualmente longos a cada duas unidades. Dentro de cada unidade, a primeira parte possui metade da duração da segunda” Exibição em DCP.

O pavão (The Peacock) – 13 minutos, 2015, EUA
Direção: Andrew Kim
O movimento e a luz são objetos de estudo na obra de Kim, cujos filmes auto-reflexivos remetem ao próprio material. O pavão explora a virtude química de película ao descrever a luz e sua gama de cores, através de imagens de uma taxidermista (Alis Markham) trabalhando em uma nova recriação. Kim descreve O pavão como “uma meditação sobre nossa fantástica condição de impermanência e mortalidade…‘A pintura do pavão na janela jamais irá dançar e falar. Apenas o pavão que morava na floresta podia falar, dançar e andar de maneira adorável.’” Estreia brasileira. Exibição em DCP.

Juke – Passagens dos filmes de Spencer Williams (Juke – Passages from the Films of Spencer Williams) – 30 minutos, 2015, EUA
Direção: Thom Andersen
Comissionado pelo Departamento de Cinema do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) para acompanhar a mostra de filmes sobre a grande migração negra americana durante a primeira metade do século XX, Andersen explorou um tema que há muito tempo lhe interessava – a obra do cineasta e ator negro americano Spencer Williams (1893-1969). Entre 1941 e 1947, Williams realizou nove filmes (atuando em oito deles) dos quais seis sobreviveram. Eram classificados como “filmes de raça” – feitos por e para negros – e foram criticados durante anos pela aparência amadorística. Andersen compila cenas desses seis filmes – entre seus mais conhecidos O sangue de Jesus (1941) e Desce, Morte! (1944), mostrando a habilidade do cineasta em retratar a comunidade negra, sua religiosidade e moral, em registros tocantes sobre a cultura e época de um país. Exibição em DCP.

California Sun – 4 minutos, 2015, EUA
Direção: Thom Andersen
A música “California Sun”, composta por Henry Glover e Morris Levy, em 1961, foi regravada pela banda Farmingdale Sound Machine, que produziu um videoclipe utilizando cenas de Los Angeles por ela mesma. Após assistir ao videoclipe, Andersen decidiu fazer sua própria versão, que foi divulgada pela banda. Depois de uma cena introdutória de A marca da maldade (1958), de Orson Welles, inicia a música, acompanhada por cenas de filmes hollywoodianos que retratam com uma literalidade graciosa os versos sobre o prazer de viajar para um novo lugar. Exibição em DCP.

20h Koh + Hollywood Vermelha (Mostra Thom Andersen)

Koh – 2 minutos, 2010, EUA/Tailândia
Direção: Adam R. Levine
Levine filmou em preto e branco, em uma ilha no golfo da Tailândia e posteriormente processou o filme a mão. Sucinto como um haicai, Koh mostra o amanhecer, o mar e pescadores em um pequeno barco. O próprio Levine gerou uma versão digital em alta resolução do filme para esta mostra. Exibição em DCP.

Hollywood Vermelha (Red Hollywood) – 114 minutos, 1996/2013, EUA
Direção: Thom Andersen e Noël Burch
O filme nasceu de um artigo controverso escrito por Andersen em 1985, onde ele defende que os artistas incluídos na Lista Negra hollywoodiana, surgida na década de 1940, eram relevantes e dignos de pesquisa. Em 1994, em parceria com o cineasta e teorista Noël Burch, publicou um livro de língua francesa chamado Les Communistes de Hollywood: Autre chose que des martyrs, e logo depois lançou Hollywood Vermelha. O filme utiliza cenas instigantes de filmes da época para retratar como muitos dos artistas foram condenados por defender opiniões socialmente progressistas. Exibição em DCP.

24 de janeiro (quarta)

16h – A Primeira Noite de um Homem

16h – A Morte num Beijo

18h – Alma Torturada

20h – Eles Vivem


Outros filmes da Mostra

A trilogia de Tony Longo (The Tony Longo Trilogy) – 14 minutos, 2014, EUA
Direção: Thom Andersen
Andersen percebeu o ator coadjuvante Tony Longo (1961-2015) no filme The Takeover (1995) durante o processo de remasterização de Los Angeles por ela mesma. Ao pesquisar sua carreira, descobriu que o ator havia participado com pequenos papéis em mais de cem filmes de ação hollywoodianos. Focando em todas suas cenas em The Takeover, Cidade dos sonhos (2001) e Vivendo em perigo (1997), Andersen cria uma trilogia dramática na qual Longo, um doce brutamontes, é tragicamente traído pelas circunstâncias, no curso da execução de seu trabalho. Exibição em DCP.

E quando eu morrer, não ficarei morto… (And when I die, I won’t stay dead…) – 90 minutos, 2015, EUA/Portugal
Direção: Billy Woodberry
O primeiro filme de Woodberry mais de três décadas após seu longa de estreia Bless Their Little Hearts trata da vida do poeta norte-americano Bob Kaufman (1925-1986), que participou e influenciou o meio artístico de São Francisco e Nova Iorque dos poetas da geração Beat, como Amiri Baraka, Allen Ginsberg e Jack Hirschman. De origem negra e judaica, Kaufman foi perseguido durante toda sua vida por questões raciais e políticas, que datam de sua juventude, quando foi marinheiro e sindicalista, e deteve um papel de liderança no Sindicato Nacional dos Trabalhadores Marítimos dos Estados Unidos. Anos depois, após uma de suas inúmeras prisões injustificáveis, internado em um sanatório onde passou por tratamento de choque, Kaufman fez um voto de silêncio que durou mais de uma década.
O poeta marginal reagiu à repressão de sua época ao explorar as dimensões místicas da vida, situadas muitas vezes nas celas de prisões, em crônicas épicas que fundem prosa e poema e detêm um humor ácido das ruas. O filme de Woodberry mergulha na vida de Kaufman através de leituras de seus poemas gravadas na época, fotografias, registros policiais e entrevistas com amigos, parentes, editores e teóricos. O cineasta, assim como alguns dos entrevistados no filme, resgata a história de um artista que foi propositalmente esquecido em grande parte pela dificuldade de enquadrá-lo. Exibição em DCP.

Eadweard Muybridge, zoopraxógrafo (Eadweard Muybridge, Zoopraxographer) – 59 minutos, 1975, EUA
Direção: Thom Andersen
Primeiro longa-metragem de Andersen, realizado durante seu curso de mestrado na Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), o filme faz uma análise dos estudos sobre o movimento, principal projeto do fotógrafo Eadweard Muybridge (1830-1904). Nascido na Inglaterra, Muybridge migrou para os Estados Unidos em 1850, onde viveu até uma década antes de sua morte. Em 1880, recebeu amplo apoio da Universidade da Pensilvânia para desenvolver esses estudos, compostos por mais de 100 mil imagens fotográficas de animais e humanos executando diferentes atividades esportivas e cotidianas.
Andersen mostra a abrangente variedade de tipos físicos fotografados por Muybridge, e animados no filme, como homens e mulheres atléticos, gordos, deficientes físicos e mentais, em ações simples e corriqueiras, descrevendo o olhar objetivo e não hierárquico do fotógrafo. O filme expõe o papel inovador de Muybridge tanto sob o aspecto tecnológico como sociológico, mostrando o caráter progressista de suas imagens que expunham homens e mulheres despidos em cenas de afeto em um período ainda muito conservador, no qual a deformidade física era chocante e a nudez era considerada obscena. Eadweard Muybridge, zoopraxógrafo foi restaurado em 2013 por Ross Lipman no UCLA Film & Television Archive. Exibição em DCP.

Get Out of the Car – 34 minutos, 2010, EUA
Direção: Thom Andersen
Get Out of the Car é um contraponto cinematográfico de Los Angeles por ela mesma. O filme, homônimo de uma música de Richard Berry, é um registro de uma cidade em transformação. Outdoors desgastados, monumentos invisíveis, letreiros de comércios populares e grafites religiosos indicam a variedade cultural de Los Angeles. As imagens são acompanhadas por músicas radiofônicas que refletem os locais e por comentários entre Andersen e os passantes sobre o futuro dos objetos retratados, da cidade, do filme e do próprio cineasta. Exibição em DCP.

(I) Frame – 11 minutos, 2016, EUA
Direção: Andrew Kim e Karissa Hahn
Inspirados pelo filme de Andersen sobre Eadweard Muybridge, Kim e Hahn (ambos ex-estudantes de Andersen no CalArts) trabalharam juntos nesse estudo sobre imagens de robôs em movimento, gravadas na Darpa Robotics Challenge, na Califórnia, em 2015. Sobre o filme, os realizadores escreveram que um vídeo é um fluxo de informações cuja imagem em movimento se baseia na relação entre imagens fixas, que são determinadas algoritmicamente. (I) frames, na linguagem de compressão de vídeo, são os pontos entre os quais o movimento é interpolado. Exibição em arquivo de alta resolução.

Los Angeles por ela mesma (Los Angeles Plays Itself) – 170 minutos, 2003/2013, EUA
Direção: Thom Andersen
Os excluídos de Hollywood persistem como tema diagonal de Andersen, que desta vez investiga a construção mitológica do cinema hollywoodiano sobre a cidade de Los Angeles. O mito e a cidade são contrapostos por cenas de filmes hollywoodianos e imagens filmadas por Andersen em 16 mm para ilustrar o impacto local da indústria cinematográfica e seu desprezo sobre a cidade que a abriga. Com uma narração de tom amargo e pessoal, o filme se estrutura a partir de temas que descrevem a construção do mito. A arquitetura modernista odiada por Hollywood serve de residência para variados tipos de malfeitores, como a Lovell House, de Richard Neutra, que abriga o cafetão de Los Angeles – Cidade Proibida (1997) e a Garcia House, de John Lautner, sede de uma facção criminosa, que Mel Gibson demole como se estivesse guinchando um carro em Máquina mortífera 2 (1989). O planejamento urbano que privilegiou indiscriminadamente a indústria automobilística e praticamente inviabilizou o transporte público é abordado com certa nostalgia em Uma cilada para Roger Rabbit (1988) e de forma visionária em Juventude transviada (1955).

Marseille Après La Guerre – 11 minutos, 2015, EUA/Portugal
Direção: Billy Woodberry
O filme mais recente de Woodberry nasceu durante uma pesquisa sobre o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Marítimos dos Estados Unidos, ao encontrar nos arquivos do sindicato uma caixa com fotografias tiradas entre 1940-50, das docas de Marseille. As fotos remeteram Woodberry à vida do escritor e cineasta senegalês Ousmane Sembène (1923-2007), cujo trabalho como estivador e metalúrgico na França e sua participação nos movimentos sindicalistas da época inspiraram seu primeiro romance, Le docker noir (1956). A lembrança do livro, que descreve o preconceito racial vivido por africanos na França, contagia a fotomontagem do filme, cujas imagens mostram solidariedade entre trabalhadores de origens diferentes. Exibição em DCP.

Olivia’s Place – 6 minutos, 1966/74, EUA
Direção: Thom Andersen
Filmado em 1966 e editado oito anos depois, Olivia’s Place tornou-se um manifesto. Andersen e seu cinegrafista John Moore comentam: “Em 1970 ou 1971, Bill Norton filmou ali uma cena de Cisco Pike (1972). O restaurante Olivia’s Place também inspirou a música Soul Kitchen do The Doors. Foi demolido em 1972 ou 1973 como parte de um projeto de revitalização urbana que transformou o centro de Santa Mônica em um boulevard de lojas e restaurantes caros, incluindo os restaurantes de Wolfgang Puck e Arnold Schwarzenegger.” Exibição em DCP.

Os pensamentos que outrora tivemos (The Thoughts That Once We Had) – 105 minutos, 2015, EUA
Direção: Thom Andersen
Inspirado nas aulas que ministrava na CalArts sobre a relação do filósofo francês Gilles Deleuze com o cinema, Andersen conta “uma história pessoal do cinema” – como diz o próprio intertítulo de abertura – a partir de filmes que Deleuze aborda nos livros A Imagem-Movimento (1983) e A Imagem-Tempo (1985), e de outros filmes que ilustram os conceitos neles descritos. Os pensamentos que outrora tivemos é conduzido por intertextos que aparecem entre cenas dos filmes, compostos por três vozes distintas: citações dos livros de Deleuze, citações de outros artistas e teóricos como Walter Benjamin e Jack Smith, e comentários do próprio cineasta.
O filme começa com a descoberta da dramaticidade da expressão facial por D.W. Griffith, caracterizada por Deleuze como a “imagem-afecção”, conceito que Andersen estende para incluir os cineastas Jean-Luc Godard, John Cassavetes e Pedro Costa, e suas respectivas musas Anna Karina, Gena Rowlands e Vanda Duarte. E segue mostrando ciclos de destruição e restauração que espelham a história recente da humanidade. Registros de guerras com diferentes níveis de distanciamento, como Korea: The Unknown War (1988), Hiroshima meu amor (1959) e The 17th Parallel (1968), passam a ideia de um mundo em transformação. “Uma pequena diferença na ação leva a uma grande diferença entre duas situações”, é uma afirmação de Deleuze ilustrada pelo documentário Twist (1992), que conta como a música de Hank Ballard foi roubada pelo produtor Dick Clark e reproduzida como uma cópia fiel, lançada na voz de Chubby Checker. Exibição em DCP.

Reconversão – 69 minutos, 2012, Portugal/EUA
Direção: Thom Andersen
Comissionado pelo festival Curtas Vila do Conde em 2011. O filme explora 17 projetos do renomado arquiteto português Eduardo Souto de Moura, nascido na cidade de Porto, em 1952. Logo no início do filme, o narrador cita o arquiteto: “a ruína deixa de ser arquitetura e passa a ser natureza”, enquanto observamos seu primeiro e inacabado projeto chamado Reconversão de uma Ruína. Souto de Moura especializou-se na conversão de ruínas em edifícios modernistas habitáveis, utilizando o próprio material do local.
Entre os projetos apresentados estão uma casa residencial em Porto Manso, Baião, os centros culturais Casa das Artes em Porto e Mercado Cultural do Carandá em Braga, um projeto para viaduto em Lisboa, o Estádio Municipal de Braga e a rede metroviária de Porto. Andersen ilustra as ideias do arquiteto através de sequências fotográficas em time-lapse das construções, criando um movimento intermitente que reflete o contraste entre o antigo e o novo. As imagens são acompanhadas por um sutil som ambiente e por uma narração que reúne frases extraídas de textos de Souto de Moura e comentários de Andersen, criando um diálogo entre dois artistas. Exibição em DCP.

Um trem chega à estação (A Train Arrives at the Station) – 16 minutos, 2016, EUA
Direção: Thom Andersen
Andersen escreveu sobre seu filme mais recente. “Ele surgiu do trabalho de Os pensamentos que outrora tivemos. Havia uma cena em particular que tivemos que cortar, cuja perda eu lamentei. Era uma cena de um trem chegando na estação de Tóquio de O filho único (1936), de Yasujiro Ozu. Decidi fazer um filme em torno dela, uma antologia de chegadas de trem. Ele contém 26 planos e cenas de filmes entre 1904 e 2015. Possui uma estrutura serial simples: cada sequência em preto e branco, na primeira metade rima com uma sequência colorida na segunda metade. Desta forma, o primeiro e último planos mostram trens chegando em estações no Japão vistos de baixo para cima.” Exibição em DCP.

 

 

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