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Bens intermediários contêm recuperação no primeiro trimestre

Após uma queda de -2,2% em janeiro, a indústria nacional manteve estabilidade em fevereiro (0,1%) e março (-0,1%), refletindo um quadro geral de redução de ritmo na produção frente ao patamar positivo que tinha encerrado 2017. Isso se deve, em grande parte, às taxas negativas da categoria de bens intermediários, tanto na comparação com fevereiro (-0,7%) quanto no confronto com março de 2017 (-0,2%). É o que revelou a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje pelo IBGE.

Os bens intermediários correspondem a cerca de 60% da indústria nacional. É uma categoria bastante abrangente, que inclui as matérias-primas da própria indústria, com destaque para commodities como minério de ferro e petróleo, celulose, açúcar, derivados da soja, produtos da metalurgia, adubos e fertilizantes, além dos biocombustíveis e produtos do refino do petróleo. “Isso explica porque, na passagem de fevereiro para março, mesmo com queda apenas nessa categoria, há tantas atividades apresentando taxas negativas”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a indústria cresceu 1,3%, completando onze meses de taxas positivas; porém, é o menor resultado dessa série, acompanhando a redução no ritmo de crescimento. “Os bens intermediários têm relação direta com a dinâmica da demanda doméstica. Por isso, quando há menos procura por matérias-primas, a categoria recua e isso reflete no indicador geral”, conclui André Macedo.

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