Saúde

Baixas temperaturas e tempo seco aumentam o risco de mortes por doenças do coração

Segundo a American Heart Association (Associação Americana do Coração), no período do inverno há um aumento de 20% a 25% na incidência de doenças cardíacas. As baixas temperaturas desencadeiam outras doenças cardiovasculares, como o AVC – Acidente Vascular Cerebral, angina e arritmias cardíacas. Pessoas com idade acima de 60 anos e que apresentam colesterol elevado, hipertensão arterial, diabetes e são tabagistas ficam ainda mais vulneráveis durante a estação mais fria do ano.

Em cidades como São Paulo, é comum ocorrer o fenômeno da inversão térmica, quando há um maior acúmulo de poluentes no ar decorrente do baixo índice de chuva. Com o tempo mais seco os poluentes não se dispersam e afetam a saúde. “O sistema de defesa do organismo se reduz pela presença das partículas poluentes nas vias respiratórias e no pulmão, o que torna o indivíduo mais suscetível às infecções”, explica o cardiologista Paulo Frange.

As reações do organismo às baixas temperaturas sobrecarregam o sistema cardiovascular, que precisa trabalhar mais no frio para manter o equilíbrio térmico. Essas reações incluem constrição dos vasos sanguíneos, respiração superficial pela boca e aumento da frequência cardíaca. “As baixas temperaturas aumentam a pressão sanguínea, pois as artérias ficam mais estreitas, afetando o sistema circulatório”, explica o Dr. Paulo. O médico alerta que nos idosos o frio pode agravar os sintomas da angina, aumentar a tensão arterial e ampliar, significativamente, os riscos de um acidente cardiovascular.

No inverno, o organismo também está mais suscetível às doenças virais, que promovem uma demanda de esforço maior do organismo, com isso ocorre o desequilíbrio do músculo cardíaco promovendo quadros de insuficiência cardíaca, em que o principal sintoma é a falta de ar. Os quadros de hipertensão também tendem a se agravar nos meses mais frios do ano. “De uma maneira geral, no inverno as pessoas acabam se alimentando mais, ingerindo alimentos mais calóricos e ricos em gordura e diminuindo a frequência de exercícios físicos por causa das baixas temperaturas. É uma combinação perigosa que pode ocasionar descontrole dos fatores de risco para as doenças cardíacas”, conclui o cardiologista.

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