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Mercosul e Cingapura negociam ampliar comércio e investimentos

Às vésperas da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo brasileiro negocia a ampliação do acordo comercial do bloco Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) com Cingapura, terceiro parceiro estratégico na região e uma importante porta de entrada no Sudeste Asiático.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, destacou hoje (24) a importância de incrementar a parceria. Para ele, é necessário abrir novos eixos de investimento entre o Mercosul e Cingapura, como fundos de GIC (fundo de investimento do governo de Cingapura) e Temasek (empresa de investimento do governo de Cingapura). O total do investimento direto de Cingapura nos países do bloco totalizou US$ 2 bilhões de dólares em 2016.

Segundo o chanceler, há possibilidades para investimentos de Cingapura em setores como petróleo, portos, aeroportos, estradas e eletricidade. Apesar do cenário global impactado por políticas protecionistas, que resulta no enfraquecimento do sistema multilateral de comércio, o chanceler brasileiro vê como prioridade a diversificação de nossas parcerias comerciais e econômicas.

Saldo

Em 2017, a corrente de comércio entre o Mercosul e Cingapura foi de aproximadamente US$ 3,6 bilhões de dólares, dos quais US$ 3,4 bilhões relativos ao comércio bilateral (Brasil-Cingapura). Os principais produtos exportados pelo Brasil para Cingapura foram plataformas de exploração e perfuração, óleos combustíveis, partes de motores e turbinas para avião, ferro-ligas e carne de frango congelada. Já os principais produtos importados de Cingapura pelo Brasil foram inseticidas e herbicidas, óleos combustíveis, circuitos integrados e microconjuntos integrados, medicamentos e polímeros de etileno.

Brasil-Áustria

Também nesta segunda-feira, Aloysio Nunes reuniu-se com a ministra dos Negócios Estrangeiros da Áustria, Karin Kneissl. No encontro, definiram que Brasil e Áustria trabalharão para o fortalecimento das relações bilaterais para o comércio e os investimentos. Atualmente a Áustria comanda o Conselho da União Europeia e o Mercosul e o bloco europeu tentam negociar acordos, encerrando impasses, há 18 anos. As autoridades brasileira e austríaca coincidiram em que o acordo tem um significado estratégico, associando os dois blocos a um projeto comum de integração, inclusive com regras e padrões convergentes.

O chanceler brasileiro elogiou o governo austríaco pelo Tratado para a Proibição de Armas Nucleares (TPAN). A aprovação do TPAN confirma o compromisso da maioria da comunidade internacional com o desarmamento nuclear. AgBr