Nova queda na desocupação no trimestre

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 11,7% no trimestre de agosto a outubro de 2018, diminuindo em relação ao trimestre anterior (maio a julho) e ficando abaixo do apurado no mesmo período de 2017, quando a taxa registrou 12,2%

No que se refere aos componentes da taxa de desocupação, comparativamente ao mesmo período de 2017, o contingente de ocupados aumentou 1,5%, enquanto a força de trabalho disponível cresceu 0,9%. Desse modo, o aumento no número de pessoas ocupadas em maior medida que a elevação da força de trabalho disponível resultou no recuo da taxa de desocupação. Assim como em trimestres anteriores, a ocupação sem carteira assinada e por conta própria segue sendo o principal fator de redução do desemprego.

O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.230,00 no período de agosto a outubro de 2018, com variação real de 0,4% em relação à remuneração do mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.221,00). A massa de rendimento real cresceu 1,9% na mesma base de comparação, refletindo o aumento tanto no número de ocupados quanto do rendimento médio.

A taxa de desemprego permaneceu na sua trajetória de queda iniciada em abril, mas permanece elevada. O contingente de desocupados é atualmente de 12,35 milhões de pessoas, sem contar desalentados e população subocupada. Para 2019, o desafio é gerar crescimento econômico suficiente para fazer com que a taxa de desocupação caia de maneira mais significativa, entretanto a tarefa não é simples. Há muita ociosidade na economia ainda, o que equivale dizer que há espaço para a produção crescer sem que seja necessário contratar.