General Etchegoyen defende cautela na segurança da posse de Bolsonaro

Foto: Antonio Cruz/ Agbr

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, afirmou hoje (3) que a segurança na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro, deveria ser marcada por cautela. Questionado se recomendaria o desfile em carro aberto, o ministro disse que “a segurança sempre assessora, mas a decisão é do presidente [eleito]. Eu presidiria tudo por cautela”.

Etchegoyen lembrou o atentado sofrido por Bolsonaro no primeiro turno da campanha e afirmou que ele ainda é alvo de “agressões frequentes nas mídias sociais”. O ministro defendeu que seja dada garantia a Bolsonaro e ao vice-presidente, general Hamilton Mourão, para as melhores condições de governo. “Certamente, segurança do presidente eleito e da nova administração, exigirá cuidados mais tensos”, disse, em comparação ao aparato que tem hoje o presidente Michel Temer.

Comemoração

O ministro Sérgio Etchegoyen participou hoje, no Palácio do Planalto, da solenidade em comemoração aos 80 anos do GSI. Durante a cerimônia, o presidente Michel Temer destacou a atuação do militar no governo. Disse que, neste período, Etchegoyen não lhe passava apenas informações de segurança nacional e inteligência, mas opinava em outras áreas, por ser “um intelectual”. Ao lembrar momentos marcantes no governo Temer, o ministro destacou a a crise humanitária em Roraima que,  segundo ele, não foi pequena, por causa da vinda de refugiados Venezuelanos para o Brasil e devido à greve dos caminhoneiros, avaliada como o momento mais tenso. Sobre o último episódio o general disse que nunca pensou que haveria uma saída. “Nunca achei que estava perdido, havia quem achasse, mas eu nunca achei”, garantiu aos jornalistas. Agbr