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Polícia Federal desarticula organização criminosa que vendia anabolizantes

Grupo funcionava como uma “empresa” e administrava todas as etapas do processo de distribuição de anabolizantes – da importação de produtos até a comercialização destes, em Sergipe

Aracaju/SE – A Polícia Federal deflagrou hoje (25/10) a Operação Reação Adversa, com o objetivo de obter provas e fazer cessar as atividades de organização criminosa, instalada em Aracaju, responsável pela importação, produção, distribuição e comércio de anabolizantes para diversos estados da federação.

Policiais federais dão cumprimento a oito mandados de busca e apreensão e a cinco de prisão preventiva, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Sergipe. Eles foram cumpridos nos estados de Sergipe, Bahia e Minas Gerais.

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As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um indivíduo, em outubro de 2018, no instante em que tentava despachar aproximadamente 60 unidades de anabolizantes através de empresa de transporte de cargas.

O aprofundamento das investigações revelou a existência de organização criminosa estruturada em forma de empresa, cujos membros possuíam funções específicas, tais como a de adquirentes de fármacos diretamente de fornecedores sediados na China, os receptadores dos produtos no Brasil, os encarregados por manipular e produzir os anabolizantes e, por último, os vendedores.

Como forma de manterem ocultas suas identidades, os membros da organização criminosa utilizavam-se de codinomes em suas transações comerciais, bem como criavam perfis em redes sociais, visando o incremento na distribuição dos anabolizantes. Para aumentar seus lucros com a venda ilegal, os investigados adulteravam os produtos comercializados, bem como, enganavam seus “clientes” mediante a troca dos rótulos dos fármacos.

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Na cidade de Aracaju foram localizados imóveis que eram utilizados pelo grupo investigado como “laboratório” e como depósito das substâncias produzidas. Destaque-se que tais produtos possuem sua comercialização controlada ou mesmo proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Estima-se que o grupo investigado tenha movimentado mais de 1 milhão de reais em aproximadamente 18 meses de atuação ilícita.

Os envolvidos responderão pela prática de crimes de contrabando, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Será concedida entrevista coletiva na Superintendência da Polícia Federal em Sergipe, às 10h.

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