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Cai levemente a taxa de desemprego no Brasil, mas continua alta

O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.154,00 no período de outubro a dezembro de 2017

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 11,8% no último trimestre do ano de 2017 (outubro a dezembro), diminuindo em comparação ao trimestre anterior (12,4% entre os meses de julho e setembro) e ficando levemente abaixo do apurado no mesmo período de 2016 (12,0%). Com isso, a desocupação média do ano atingiu 12,7% da força de trabalho disponível, com alta em relação à taxa média verificada em 2016 (11,3%).

No que se refere aos componentes da taxa de desocupação, no último trimestre do ano, comparativamente mesmo período de 2016, o contingente de ocupados aumentou 2,0%, enquanto a força de trabalho disponível cresceu 1,8%. Desse modo, o aumento no número de pessoas ocupadas em maior medida que a elevação da força de trabalho disponível resultou no leve recuo da taxa de desocupação.

O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.154,00 no período de outubro a dezembro, com acréscimo real de 1,6% em relação à remuneração no último trimestre de 2016 (R$ 2.120,00). A massa de rendimento real cresceu 3,5% na mesma base de comparação, refletindo o aumento tanto no número de ocupados quanto do rendimento médio.

Para 2018, espera-se continuidade no processo de recuperação do mercado de trabalho. Entretanto, a taxa de desocupação deverá permanecer alta. Isso deverá ocorrer em virtude da recuperação econômica contribuir também para um processo de formalização da economia, o que transfere trabalhadores por conta própria e empregados informais para empregos formais, o que tende a não alterar o nível de ocupação, apesar de melhorar a qualidade da ocupação.

 

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