Giz Tijolinho é feito com ceras vegetais e promove acessibilidade

A Mercur, indústria localizada em Santa Cruz do Sul (RS), percebe a educação como um processo contínuo em que a pessoa aprende, experimenta, empreende e se legitima através da interação com o outro e com o coletivo. Por este motivo busca, no processo de cocriação e produção de seus produtos, promover caminhos para descobertas, buscar sintonia com o público para atender suas necessidades e facilitar a reflexão sobre assuntos importantes para a vida.

Um dos recursos oferecidos pela empresa hoje, além do giz de cera no formato tradicional, é o Giz Tijolinho. Ele surgiu por meio de uma necessidade apresentada à empresa por educadoras especiais que derretiam o giz convencional para dar novas formas ao material, possibilitando que crianças pequenas, com alguma limitação motora fina, deficiência física ou intelectual, pudessem manuseá-lo e colorir. “Partindo desta necessidade, acabamos descobrindo que o Giz Tijolinho, além de possibilitar outra pega à mão da pessoa, seja esta criança, jovem, adulto ou idoso, possibilita a produção de muitas marcas diferentes no papel quando posicionado de novas maneiras e, que serve também, como um brinquedo de textura e forma que facilita brincadeiras coletivas”, conta a pedagoga da Mercur, Márcia Murillo.

Outra curiosidade é que a Mercur modificou a composição do giz de cera para causar menos impacto à natureza. A parafina, componente derivado do petróleo que não se regenera na natureza, foi substituída por ceras vegetais, tornando o produto 80% renovável. Com a mudança, veio também a vantagem de que a cera vegetal possibilita que o giz transfira a cor para o papel com suavidade e maior intensidade de cor.

Colorido e acessível

Além do Giz Tijolinho e dos modelos tradicionais, a Mercur também desenvolveu o Gizão, produto que possibilita que crianças em fase de desenvolvimento possam segurá-lo melhor, sem quebrá-lo, já que é mais robusto. O mesmo modelo também serve para que pessoas em fase de reabilitação ou com alguma deficiência, como déficit de preensão palmar, por exemplo, possam pintar, desenhar, expressar seus sentimentos e ideias.