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Startups brasileiras apresentam tecnologias inovadoras em Berlim

Cerca de cinquenta convidados estiveram nesta quinta-feira (17) na Embaixada do Brasil em Berlim para assistir aos pitches, como são chamadas as apresentações de negócios, de 15 startups brasileiras. Elas participam do programa Startout Brasil, realizado pela Apex-Brasil, MDIC, Ministério das Relações Exteriores e Anprotec. O público foi formado por investidores, empresas interessadas em possíveis parcerias com os brasileiros, aceleradoras, incubadoras e profissionais que atuam no cenário de inovação alemão.

O evento foi aberto pelo coordenador de internacionalização da Apex-Brasil, Juarez Leal. Ele explicou que o StartOut Brasil é composto por quatro fases: a seleção das startups, capacitação e treinamento, missão ao país e apoio para instalação da empresa no mercado (softlanding). Mais de cem empresas se inscreveram no processo seletivo da missão Berlim. Até 2021, a expectativa é que o programa atenda a 270 startups, em vários mercados. No segundo semestre deste ano, serão realizadas missões em Miami (setembro) e Lisboa (novembro).

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Filipe Cassapo, da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), apresentou ao público informações sobre o ambiente brasileiro de inovação. Cassapo destacou que 20% da população economicamente ativa do país está envolvida com empreendedorismo, de acordo com pesquisa da Global Entreperneuship Monitor realizada em 2016.Antes das sessões de pitch das startups brasileiras, Ferdinand Bartels, do INAM (Innovation Network for Advanced Materials), apresentou os serviços de apoio ao desenvolvimento de novos materiais e produtos oferecidos pela organização. “Por mais que falemos tanto hoje de IoT, internet das coisas, temos que lembrar que isso não existe sem as coisas em si. Por isso, nos concentramos em melhorar os produtos e os seus materiais”, afirmou Bartels.

Ronald Orth, da Einrich (European Network of Research and Innovation Centres and Hubs in Brazil), também participou do evento na Embaixada do Brasil. Ele detalhou o apoio que a instituição dá para o desenvolvimento de negócios, pesquisas e inovações por meio de parcerias entre empresas e institutos de pesquisa brasileiros e europeus. A instituição desenvolve treinamentos, estudos de mercado, apoio na elaboração e planos de negócios, bootcamps e ações de matchmaking. As empresas que se apresentaram em Berlim são: Kryptus; PluriCell Biotecnologia; Pipefy; Shelfpix; TNS Nanotecnologia; Rocket.Chat; VM9;Reciclapac; Mercado Bitcoin; BirminD; Flying to the sun; Macofren; Órbita Tecnologia; AWA; e Intelup.

Betahaus

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De manhã, os empreendedores visitaram os escritórios da Betahaus, espaço de coworking. Fundada em 2009, a empresa oferece duas formas de associação: a básica, que custa 99 euros por mês, e a profissional, a partir de 200 euros, que dá acesso ilimitado aos escritórios, salas de reunião, armários e depósitos. A empresa tem filiais em Hamburgo (Alemanha), Sofia (Bulgária) e Barcelona (Espanha). Além disso, tem parceria com espaços de coworking na América do Norte, Ásia e Oriente Médio.

Como explicou Katarína Nagyová, a Betahaus tem sua própria aceleradora de startups, a Betahaus X, para aproximar os empreendedores de grandes corporações. Também tem um competição de pitch, a Betapitch, realizada em 19 capitais, e uma aceleradora voltada para empresas de hardware e de soluções em internet das coisas (IoT na sigla em inglês). Empresas como Swarowski, Wix, Mydesk e Plan A estão instaladas no escritório de Berlim. Depois de conhecerem os escritórios, os empreendedores das startups Flying to the sun,Intelup, Reciclapac, Rocket.Chat e Shelfpix apresentaram suas soluções para os membros da Betahaus. A advogada Ludmilla Kuhlen explicou aos empresários brasileiros os aspectos legais para abertura de uma startup internacional na Alemanha. Na terça e quarta os empreendedores participaram da Cube Tech Fair, maior feira de inovação e tecnologia da Alemanha. Amanhã eles irão conhecer os escritórios de co-working da Factory.

StartOut Brasil

Esta é a terceira edição do StartOut Brasil. Em outubro do ano passado, houve uma missão piloto em Buenos Aires e, em dezembro, 14 empreendedores participaram de uma semana de imersão no ecossistema de inovação em Paris. Na França, os empreendedores apresentaram suas soluções a investidores locais em um demoday realizado pelo programa. Além disso, visitaram a Paris&Co, agência de inovação e empreendedorismo de Paris, e o Le Hub, iniciativa do banco francês Bpi France para fomentar a inovação no país. Também conheceram o Station F, maior campus de startup do mundo, com área de 34 mil m². Houve um encontro com a equipe da Blablacar, plataforma francesa de compartilhamento de carros em viagens de longa distância. A startup é considerada um “unicórnio”, nome dado a empresas que têm avaliação igual ou superior a US$ 1 bilhão.

As próximas missões serão em Miami (setembro) e em Lisboa (novembro). Para participar do processo seletivo do StartOut Brasil, as startups devem apresentar faturamento, preferencialmente, acima de R$ 500 mil, ou ter recebido algum tipo de investimento. É importante também que as empresas tenham equipe dedicada exclusivamente ao negócio, fluência em inglês e que demonstrem capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no Brasil. O StartOut Brasil é realizado pelo Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Apex-Brasil, Sebrae e Anprotec.

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