Eugene Souleiman cria look para o lançamento da coleção Dundas D5

POR TRÁS DA COLEÇÃO

Peter Dundas, ex-diretor criativo de Emanuel Ungaro, Roberto Cavalli e Emilio Pucci, acaba de fazer seu retorno à temporada de Alta Costura de Paris com um glamour roqueiro descompromissado, inspirado no movimento punk. Guiada pela própria “garota Dundas”, a coleção vai do dia à noite, da Couture às ruas, lembrando de um look que é tanto inspiracional quanto acessível, do jeito que apenas Dundas faz. Apesar de suas musas serem dois ícones fashion do passado (uma mistura de Jerry Hall e Debbie Harry), a coleção apresenta um look atual.

De maneira ousada, Dundas combina looks arrojados diurnos (parkas utilitárias, camisetas casuais e moletons com gorro) com vestidos noturnos cheios de detalhes usados pelos mais glamorosos do show business. A coleção não impõe limites e conta com cor e muitos tecidos. Ombros marcados e estampas ousadas completam os padrões tom-sobre-tom da pantera negra, emprestada de uma tatuagem de Peter. Misturando com o cru e rarefeito, a coleção mergulha em uma sequência de lantejoulas decadentemente arranjadas – elaboradas e frágeis – os vestidos prateados, dourados, pretos e ombré vestiram as lindas modelos de “glamour animal”.

Eugene se inspirou na obsessão de Peter pelo poder complementar do precioso e do punk. A música desempenha um grande papel tanto no trabalho de Souleiman quanto no de Dundas, e o cabelo precisava se manter de pé em uma passarela ao som de Guns ‘N’ Roses’… Considerações práticas de lado, Eugene decidiu encontrar um espírito que centralizasse as modelos – encontrando sua individualidade, celebrando sua diversidade e destacando o cabelo que elas já possuíam. Da mesma maneira que os desenhos de Dundas complementaram a forma feminina, os cabelos de Souleiman celebraram os cabelos que já estavam lá. A matéria prima foi a grande chave.

Sobre sua inspiração, Eugene afirma: “Peter é um designer que faz roupas caras, chiques e glamourosas para todo tipo de mulher. Minha inspiração para esse look veio dos retratos do início dos anos 90 feitos pelo saudoso Herb Ritts e uma de suas musas, Cyndi Crawford, que para mim, é dona de uma beleza icônica. Os penteados são mais sobre a diversidade e não ter medo das diferenças, não lutando contra o que você já tem. Eu acredito em olhar para o cabelo de uma maneira mais orgânica e menos mecânica. É um cabelo prazeroso de se fazer, pois você pode simplesmente passar seus dedos sobre ele, brincar e aproveitá-lo como um tecido. Isso é cabelo. ”

A TÉCNICA CHAVE

Eugene criou um look que é o tipo de cabelo que parece “um pouco úmido nas raízes e um pouco iluminado, com pontas molhadas onde o cabelo encontra o corpo”. Para conseguir isso, foi “tudo uma questão dos produtos certos”.

“Em poucas palavras, o look é jogado para um lado. Incluímos uma onda, mas é uma onda desestruturada”, explica Eugene. “A sensação é arenosa, árida e um pouco molhada nas pontas. A intenção é um toque com diferentes texturas. Parece um cabelo sujo e limpo”, completa.

“O look de cada modelo é diferente, mas existem algumas similaridades nas técnicas. EIMI Sugar Lift foi aplicado nas raízes, e depois usamos o secador para criar volume e direcionar; levantando o cabelo do rosto e ajudando para que ele caísse gentilmente para um dos lados. ” Eugene depois aplicou EIMI Dry Me no comprimento. Nas pontas, ele finalizou com a loção System Professional Luxe Oil Keratin Boost Essence, que proporciona ao cabelo “uma separação muito bonita”.

O desfile realmente mostrou diversidade, o que significa que as ferramentas e produtos foram usados de maneiras diferentes de acordo com a necessidade de cada modelo e sua participação na coleção. As ferramentas mais essenciais, segundo Eugene, são as mãos: ” Nossa abordagem foi mais solta e espirituosa: usando as mãos e não tendo medo de tocar os cabelos. ”

Sobre o look final, Eugene conta: “O resultado é um glamour cheio de vida e cool. É cabelo de verdade para mulheres de verdade… que são glamourosas. E não é o glamour característico de uma década particular, é um glamour atemporal. “