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Memórias de Chorão e Graziela Gonçalves na Feira do Livro de Porto Alegre

Nesta quinta-feira, dia 8 de novembro, aconteceu uma das mesas mais esperadas pelos fãs de Charlie Brown Jr.: “Se não eu, quem vai fazer você feliz? Memórias de Chorão e Graziela Gonçalves”, no Auditório Barbosa Lessa, do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. A conversa rolou com a jornalista Kátia Suman.

Um dos maiores ícones do rock nacional, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, conquistou o Brasil sobretudo pela sua entrega na hora de compor e cantar. Essa mesma intensidade marcou a história de amor ímpar vivida com Graziela Gonçalves, que conta em seu livro como o relacionamento de quase vinte anos dos dois a transformou para sempre.

Graziela Gonçalves conta que demorou a se sentir capaz de contar a história em livro. “Confesso que até pouco tempo atrás, eu não me achava capaz, pois hesitava muito, mas eu tinha prometido para ele em certo momento contar essa história. A forma que eu o perdi foi muito difícil, não só pela maneira como foi, mas pela forma como as pessoas viram aquilo. Então, no início a maneira de lidar foi me afastar; não queria mais saber, depois fui entender que isso também fazia parte do processo do luto”, conta. Foi quando ela percebeu que não adiantava fugir que deveria encarar aquilo e aceitar tudo que tinha vivido. “É como se as coisas boas que você tivesse vivido fossem atrapalhadas por uma nuvem negra, mas tem que deixar de lado, reconhecer que foi bom pra caramba e que teve muita coisa legal. Foi nessa junção de fatores que recebi a proposta de contar a história pela Cia das Letras”, explica.

Ela conheceu o cantor antes de sua banda estourar e se tornar uma das mais populares do país. “Primeiro conhecia de ouvir falar…lá em Santos todo mundo se conhece e ele se sobressaia por coisas positivas e negativas”, diz.  Com suas ideias e seu apoio, Graziela teve participação importante na construção do sucesso do Charlie Brown Jr. No começo, depois de abrirem para um show do Planet Hemp, a banda se reformulou: saindo de um som mais pesado, calcado no metal, para algo mais radiofônico, mas com a descoberta de uma identidade própria. “Acho que ele pegou todas aquelas influências que ele curtia e passou a escrever sobre o que ele acreditava, o que conversávamos, e o que lia , embora ele tivesse muita preguiça de ler”, revela. Nesse momento, ela fala diretamente com a plateia sobre a importância da leitura, e como isso pode abrir novos caminhos e novos mundos.

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