São Leopoldo

João Zani palestrou no Momento do Empreendedor da ACIST-SL

“De tédio a gente não vai sofrer”. Com esta brincadeira, o professor João Zani ilustrou o momento que o mercado financeiro está vivendo em nível global. Ele palestrou nesta quinta-feira (19), no Momento do Empreendedor promovido pela ACIST-SL, sobre a disrupção que este setor tem enfrentado nos últimos anos com o surgimento dos bancos digitais e das FinTechs. “O sistema de pagamentos, de crédito e de investimentos está em processo de transformação. O open bank e os bitcoins são duas novas formas de negócios que têm acirrado a competição na intermediação financeira”, resume. Ele salienta que, se estas mudanças tiverem sucesso, o resultado será maior oferta de serviços, crédito e de investimento com consequente redução no custo do dinheiro para as empresas e paras as pessoas.

Segundo Zani, o Banco Digital é uma etapa de evolução que prepara a instituição dentro da jornada para o Open Banking, que representa uma verdadeira transformação do setor financeiro. “A digitalização de instituições financeiras, caracterizada pela estruturação dos bancos digitais, está ligada a um modelo de negócio preparado para apresentar conteúdo on-line, com flexibilidade de interação via canais digitais e ampla conveniência para o usuário”, explica.

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Quanto ao controvertido tema das criptomoedas, Zani destaca que é um ativo especulativo, que muitos economistas consideram uma bolha que um dia irá explodir. “Moeda é medida de valor e reserva de valor. Se houver uma crise com uma moeda privada, quem fará o socorro da instituição?”, questiona.

Em sua opinião, as fintechs representam uma grande oportunidade para instituições já consolidadas e oferecem a possibilidade de observar quais são as ofertas de produtos mais promissoras. “Apesar delas ainda não terem causado disrupção no cenário competitivo, elas estabeleceram as bases para uma disrupção futura”, diz.

O Banco Central, por sua vez, também está investindo no aumento da competitividade bancária para evitar a concentração de crédito. Em 2018, 71% do crédito financeiro estava nas mãos de apenas cinco bancos. Por meio do Comunicado 33.455, o BC está definindo um modelo geral a ser utilizado por todos os bancos e regulamentando o processo dos bancos digitais. “Mesmo com as iniciativas da autoridade monetária para a entrada de novos participantes, como a regulamentação das fintechs, essa concentração recua de forma lenta”, analisa.

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Ele sintetiza que as empresas que atuam no mundo digital têm o maior valor de mercado na atualidade, como Amazon e Google e é para este lado que o Brasil deve formar pessoas, referindo-se ao um novo olhar na Educação.

O Momento do Empreendedor contou com o patrocínio do Banrisul, BR Suplly, Klabin, Unicred, SKA Automação de Engenharias, Sicredi e Imobiliária São Luiz e apoio do Sítio dos Citrus e Vóvis Biscoiteria.

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