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Startups brasileiras são premiadas na China

Entre as 15 startups brasileiras participantes do último ciclo do Programa Startout Brasil deste ano, duas obtiveram destaque especial: GoEPIK e SlicingDice. Ambas foram escolhidas pelos jurados chineses que participaram dos dois Demodays realizados em Xangai e Hangzhou nos dia 4 e 5 de dezembro. O Demoday é a atividade em que as empresas apresentam seus pitches (discursos de apresentação de negócios) a especialistas do mercado local. Nesta edição do Startout Brasil, as empresas fizeram dois dias de apresentações e foram avaliadas por diferentes jurados.

A GoEPIK é uma plataforma que permite a empresas de qualquer tamanho a construção de suas próprias experiências de transformação digital 4.0 ou digital. As empresas podem construir processos e fluxos de trabalho, escolher entre tecnologias como realidade aumentada, reconhecimento de voz, IoT, entre outros, e garantir a execução adequada de processos e fluxos de dados.

Já a SlicingDice é uma solução única de dados baseada em nuvem que fornece todas as ferramentas fundamentais usadas por técnicos e empresários para transformar os dados brutos das empresas em decisões perspicazes orientadas para os negócios que podem ser implementadas em horas.

ATIVIDADES – Além dos Demodays, as empresas participantes tiveram ricas experiências nas visitas organizadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A missão começou, na verdade, em julho, quando uma equipe da Agência foi à China para estabelecer contato com entidades governamentais, parques tecnológicos, empresas, incubadoras e aceleradoras de empresas. Essa prospecção foi fundamental para o sucesso da viagem das empresas, realizada ao longo desta primeira semana de dezembro.

Os empresários brasileiros visitaram parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras localizadas tanto Xangai quanto em Hangzhou, duas cidades do delta do rio Yangtzé, de onde vem mais de 20% do PIB chinês e onde se concentram empresas e indústrias de tecnologia e inovação. A economia digital é fortemente apoiada pelo governo chinês, que investe maciçamente na formação de talentos (dos oito milhões de universitários formados anualmente no país, dois milhões são da área de programação), no financiamento do empreendedorismo (na maioria dos casos a fundo perdido e sem cobrança de taxas de startups e microempresas) e no incentivo à inovação (há parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras espalhadas em todo o país).

NEGÓCIOS – Além das visitas, a Apex-Brasil também ofereceu serviço de matchmaking, que permitiu às startups brasileiras realizarem reuniões com potenciais interessados e parceiros. Foram mais de 35 reuniões focadas nos desejos das empresas brasileiras (busca por parceiros, financiamento, acesso ao mercado, adaptação à China, identificação de oportunidades, entre outros), o que permitiu o estreitamento de laços e a realização de negócios.

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