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Canil Municipal de Pelotas faz campanha de adoção

Com as festas de fim de ano e as férias de verão, cresce o número de animais de estimação abandonados pelos donos, fato que já reflete no Canil Municipal de Pelotas, administrado pela prefeitura municipal, através da Secretaria de Saúde (SMS).

Com capacidade para 60 cães, hoje o espaço cuida de 79 cachorros: 67 estão nas dependências do Canil e outros 12 em tratamento no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Até novembro, 231 cachorros haviam passado pelo local. Deste total, 103 foram adotados, número considerado pequeno, já que quando os animais não são adotados, eles retornam para os locais de onde foram recolhidos, após receberem tratamento de saúde. “Nenhum sai daqui sem estar curado. Até os que são adotados, só são entregues aos novos donos depois de terem passado pelo tratamento”, explica a veterinária Cristiane Budziareck.

Focado no tratamento de zoonoses e no acolhimento de animais vítimas de maus-tratos, o espaço acaba acolhendo cães abandonados pelos seus donos, como o pequeno Olaf, de quatro meses. Sem raça definida, ele foi jogado para dentro do Canil por cima do muro e, apesar de não estar doente, passou a fazer parte do dia a dia dos cuidadores. “Ele é muito alegre e tranquilo. Seria perfeito para fazer companhia a um idoso ou criança”, disse Cristiane.Segundo ela, o nome de Olaf – um dos personagens do filme Frozen, da Disney – foi escolhido porque ele “ama abraços quentinhos”. Assim como ele, outros cachorrinhos esperam por um lar. Juju é uma delas. A cadela da raça chow-chow foi vítima de maus-tratos e, após ser retirada dos donos, está em tratamento no Canil. Como não será devolvida aos antigos proprietários, Juju já pode ser adotada, após o fim dos cuidados em saúde.

Os bons velhinhos
Dentre as dezenas de cães a espera de um lar no Canil, há também os mais velhos, como a Madona, de nove anos. Ela está há quase um ano no local, passou por um longo tratamento de saúde, após chegar em péssimas condições, e agora está pronta para ter um novo dono. Sem dentes, ela não sobreviveria muito tempo na rua, para onde retornará caso não ganhe um novo lar.

“Estamos segurando ela o máximo possível, mas não temos como ficar muito mais tempo, pois precisamos abrir espaço para outros animais”.Conforme a veterinária, a adoção dos animais idosos e doentes é sempre mais difícil. “O pessoal prefere os jovens e sadios, mas os velhinhos merecem um pouco de descanso no fim da vida, pois a rua já maltratou muito eles, Além disso, garantimos o tratamento dos animais doentes até a cura. Os novos donos só teriam que trazê-los para acompanhamento”, reforça Cristina.

O Canil Municipal de Pelotas atende de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h. Aos sábados das 10h às 16h. O telefone é 3271-0006

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