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Safra do camarão é aberta com boa expectativa, em Rio Grande

Produção deve atingir em torno de 3 a 5 toneladas do produto, segundo o titular da Secretaria da Pesca no município do Rio Grande, Cláudio Costa

Pescadores e pescadoras do Rio Grande mantêm uma grande expectativa para a safra do camarão esse ano. A previsão é a de que sejam capturados entre 3 e 5 toneladas do produto, o que seria considerado uma safra boa para o setor. Na abertura da temporada, sábado (1º) pela manhã, no restaurante Petisqueira na Ilha dos Marinheiros, foram servidos os primeiros camarões para autoridades e convidados. O prefeito Alexandre Lindenmeyer, acompanhado da primeira-dama, Eunice Lindenmeyer, de secretários de governo, e do presidente do Legislativo, vereador Ivair Souza – Vavá (MDB), abriu, oficialmente, a safra 2020.

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A garantia de uma boa safra está aliada a boas condições climáticas. O secretário de município da Pesca, Cláudio Costa explica que, para termos uma boa safra, precisamos ter boas condições, desde a Primavera. “Isso ocorreu, pois choveu pouco, a partir de novembro/dezembro, houve a salinização da Laguna dos Patos e as larvas do camarão conseguiram entrar na nossa Laguna, a principal do país. Para chegarmos a uma grande safra, teríamos que ter 8 a 9 toneladas. A partir de 3 e até 5 milhões de quilos de camarão, já consideramos uma boa safra e é o que esperamos para 2020. Isso é muito importante para pescadores e pescadoras de toda a região, pois o camarão tem um valor grande, tanto agregado como in natura, gera emprego e renda para o setor.”

Ainda pela manhã, o prefeito Alexandre esteve nas comunidades de Bernadete e São Miguel e percorreu toda a Ilha dos Marinheiros. Na Ilha e na Bernadete, ele entregou mais dois novos trapiches. Durante as visitas e conversando com pescadores, o prefeito pode constatar a felicidade do setor com essa safra. “Vimos as pessoas muito felizes, com suas embarcações já cheias de camarão e por isso há a expectativa de um boa safra. A Prefeitura tem dado a sua contribuição para que o trabalho desenvolvido por essa categoria seja ainda mais produtivo e proveitoso. Por isso, temos ampliado o número de trapiches e feito a limpeza dos acessos, dando um porto seguro para as embarcações.” Ao se manifestar na abertura da safra, o prefeito desejou a todos e todas uma boa safra, “com excelente renda e com sustentabilidade, com o uso da malha correta para que o camarão seja preservado e cresça de tamanho”.

Conforme o secretário Cláudio Costa, uma das políticas da Prefeitura com o setor tem sido a de melhorar a atividade dos pescadores e pescadoras, instalando novos trapiches para facilitar o carregamento e o descarregamento de apetrechos e da produção pesqueira. O secretário reforçou que foram desenvolvidas, também, ações de limpezas de acessos para as embarcações, com objetivo de protegê-las de ventos e garantir-lhes a maior segurança e o transporte dos produtos pescados.

Antônio Carlos, pescador

Uma das lideranças dos pescadores na região, Antônio Carlos Faceiro acredita que a safra do camarão, por enquanto, tem uma boa expectativa. “Se São Pedro ajudar, vai ser uma safra muito boa. O que prejudica é a chuva; se chover estraga.” Desde os 8 anos na atividade, ele diz que já ocorreu da safra começar boa e o mau tempo chegou e prejudicar a temporada.

Lei da Pesca

Na abertura da safra Cláudio Costa, citou a Lei 15223/2018, que institui a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca no Estado do Rio Grande do Sul, com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da atividade pesqueira como forma de promoção de programas de inclusão social, de qualidade de vida das comunidades pesqueiras, de geração de trabalho e renda e de conservação da biodiversidade aquática para o usufruto desta e das gerações futuras.

“Essa Lei nos possibilitou enxergar a continuidade da atividade pesqueira no estado”, Hoje, afirma, “os que estão na pesca resistem, pois ainda enfrentamos dificuldades”. Cláudio cita que a Lei trouxe vários regramentos, tanto para a pesca de arrasto na costa do Rio Grande do Sul, como em relação a fiscalização da venda de apetrechos, além de ter criado um Fundo Estadual da Pesca. Por outro lado, ele cobrou mais envolvimento dos governos estadual e federal em relação ao setor. “Até hoje, não recebemos a visita do Secretário Nacional da Pesca, sem falar que as políticas do setor pouco têm chegado aos municípios”, lamentou.

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